Ciro Gomes

Como será a propaganda partidária na TV nesta eleição?

08 ago 2018, 16:50 - atualizado em 08 ago 2018, 16:54

Eleições

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O tempo de propaganda eleitoral sempre foi influente nos resultados, e neste ano, de acordo com o Monitor Semanal de Eleições do Itaú, a situação não deve ser diferente: a pesquisa da CNI / Ibope divulgada semana passada mostrou que 62% dos entrevistados utilizarão a televisão para obter informações sobre os candidatos, enquanto 26% utilizarão blogs e redes sociais e 33% veículos tradicionais de internet, como jornais e canais de notícia.

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O candidato que terá mais tempo de TV é Geraldo Alckmin, do PSDB, com 44% da fatia de propaganda eleitoral — isso ocorre devido à aliança com o Centrão. Se Lula conseguir a candidatura (o que ainda depende do TSE), ele terá 20% do total; mesmo que continue preso, os 20% continuam nas mãos do PT da chapa Haddad-Manuela. Em terceiro, vem Henrique Meirelles, com 16%.

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É importante notar que a influência da mídia televisiva, embora relevante em qualquer camada social, não é uniforme entre pessoas de diferentes faixas de renda e escolaridade: entre pessoas com renda de um salário mínimo,  5% dos eleitores usam a TV como principal meio para se atualizar sobre as eleições; já entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, esse número cai para 52%.

Dos eleitores com ensino superior completo, 55% e 56% utilizarão a televisão e web, respectivamente. Já entre eleitores com educação até a quarta série do ensino fundamental, estes percentuais mudam para 66% e 18%, respectivamente.

As eleições deste ano representam algumas mudanças na forma como tratamos os candidatos, tanto na hora de permitir a eles o tempo de nos convencer quanto na hora de votar. A Minirreforma Eleitoral de 2017 entra em vigor neste ano, e introduz mudanças importantes na forma como esses candidatos vão expor suas ideias, como tempo de campanha, que perdeu 38 dias, e à duração diária do horário eleitoral, com menos tempo para os grandes blocos transmitidos no horário do almoço e à noite, e mais tempo para as inserções diárias, que são propagandas de até 60 segundos exibidas ao longo da programação normal.

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O segundo turno também sofreu alterações. Em 2014, iniciava-se o horário eleitoral 48 horas após a divulgação dos resultados; agora, será permitido seu início apenas na sexta-feira seguinte.

As mudanças também devem impactar o conteúdo na internet: a partir destas eleições, está autorizada a  contratação de impulsionadores de conteúdo para aumentar o alcance de publicações nas redes sociais, como Facebook e Whatsapp, e em outros domínios.

Além dos dados sobre o tempo de propaganda eleitoral, o Monitor Semanal também apresenta um compilado com as pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Ibope. Sem Lula, Alckmin está empatado com Bolsonaro em São Paulo, o que condiz com a pesquisa CNI/MDA divulgada hoje.

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