No tarifaço de Trump, Brasil pode se dar bem em relação a outros países, diz analista
O temor pelo “dia da libertação”, com o prometido tarifaço de Trump, abala os mercados globais nesta semana. A incerteza em relação às novas medidas do presidente dos Estados Unidos preocupa os investidores.
Para Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, o anúncio de tarifas globais acima do normal tem sido uma estratégia utilizada por Trump para negociar com parceiros comerciais. Em entrevista ao Giro do Mercado desta quarta-feira (2), a especialista afirmou que o Brasil pode acabar se dando bem em relação a outros países.
“O foco deve ser os países nos quais os EUA têm déficit comercial, que não é o nosso caso. Com isso, o Brasil não é um alvo para ser taxado de maneira generalizada”, afirma Quaresma.
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A analista ressalta que, apesar do Brasil praticar algumas tarifas mais altas do que os EUA, a tributação é focada em produtos específicos, como o etanol, com a justificativa que o deles seria mais poluente que o nosso. Para esse mercado, pode ocorrer um tipo de revisão de tarifas.
As melhores ações para investir neste cenário
Para se defender dos abalos nos mercados globais e possivelmente aproveitar o momento mais calmo para a bolsa brasileira, Quaresma comentou sobre a carteira recomendada “10 Ideias”, elaborada pela Empiricus para o mês de abril.
“Março foi um mês muito forte, então alguma correção técnica seria mais do que razoável. Então, empresas dolarizadas, como a Suzano, podem ter bom desempenho, por isso aumentamos a posição nela”, disse a analista.
Quaresma reforça a estratégia baseada em empresas de qualidade, pouco endividadas e com boa geração de caixa. Além de Suzano (SUZB3), a carteira conta com Localiza (RENT3); Itaú (ITUB4); Prio (PRIO3); Equatorial (EQTL3); Eletrobras (ELET6); Iguatemi (IGTI11); Porto Seguro (PSSA3); Direcional (DIRR3); e RD Saúde (RADL3).
Para acessar o relatório completo sobre as recomendações, basta clicar neste link.
A especialista ainda comentou sobre a desaprovação do governo brasileiro e as relações comerciais dos EUA com outros parceiros. Para acompanhar o programa na íntegra, acesse o canal do Money Times no YouTube.
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