Como natural, distensão na Ucrânia pune o petróleo e o trigo, mas a soja entra de gaiata
O petróleo e o trigo caindo (3,20% e 2,08%) com o alívio no risco de guerra – e no risco financeiro – é mais do que natural, porém os recuos do milho, e mais ainda da soja, não deixam de ser surpresas.
Mais ainda porque não está havendo efeito manada. O café e o açúcar estão com ajustes positivos, e o algodão cede na linha da estabilidade.
Enquanto o petróleo e o trigo devolvem partes dos fortes ganhos dos últimos dias de tensão em torno da ameaça da Rússia de invadir a Ucrânia, ante a força produtora do primeiro em petróleo e de trigo, no caso do segundo país -, os fundos resolveram ignorar a distensão proporcionada pela retirada de algumas tropas da fronteira.
E também desprezando a queda do dólar cotejado com uma cesta de moedas fortes (dólar index) e alta do mercado acionário do dia e futuros, na Nyse e Nasdaq.
A soja se desvaloriza 1,20%, em US$ 15,51 o bushel, e o milho mais ainda, 2,70%, em US$ 6,37, ambos para março, na CBOT (Chicago), faltando 20 minutos para o fechamento dos mercados.
Amanhã quem sabe, a se confirmar ao menos mais um dia de distensão, os fatores altistas dos grãos devem prevalecer, como a forte quebra na América do Sul, sobretudo no Brasil, e a demanda chinesa nos EUA.