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Como criar uma carteira de investimentos completa

Opinião - 22/09/2018 - 13:43

Por Debora Duarte, do Yubb

O segredo de qualquer investidor de sucesso é a diversificação: seu dinheiro está distribuído em diversos tipos de aplicações. Muitas pessoas querem criar uma carteira de investimentos perfeita, mas ficam com muitas dúvidas sobre a distribuição dos ativos. Quanto dinheiro precisa ir para renda fixa e renda variável?

Equilíbrio é a palavra-chave para fazer o balanço de um portfólio. Mas, para quem ainda não entende muito sobre o assunto, isso pode parecer um processo complexo. No post de hoje, vou te mostrar o passo a passo para você montar uma carteira completa e muito rentável. E o melhor? Também vou te ajudar a definir qual é o percentual de dinheiro que você precisa colocar em renda fixa e em renda variável.

Por que diversificar?

Como eu te disse ali em cima, diversificar investimentos é um dos princípios básicos deste mundo e um investidor de sucesso sempre tem uma carteira diversificada.. Mas por que isso é tão importante?

– Para correr menos riscos: segurança é o principal motivo. Se você tem todo o seu patrimônio investido em um único lugar, você está correndo mais riscos. Imagine se a instituição quebra e todo o seu capital está lá? Você pode perder dinheiro! Se o seu patrimônio estiver dividido em diversas aplicações, você estará mais seguro. Caso aconteça alguma coisa, aquela é só uma parte de todo o seu dinheiro – você estará garantido nos outros investimentos.

– Para ganhar mais dinheiro: ao colocar o dinheiro em diversas aplicações, você consegue aproveitar o benefício de cada uma delas, ou seja, consegue ganhar mais dinheiro. Se você tem todo o seu patrimônio investido em um único lugar, você está dependendo daquela única rentabilidade e, se ela for ruim, todo o seu dinheiro estará rendendo pouco. Com um portfólio diversificado, no caso de uma rentabilidade baixa, você será pouco afetado já que os outros investimentos seguirão com os rendimentos normais.

Agora que você já sabe que a diversificação é muito importante, é hora de botar a mão na massa! Para criar uma carteira de investimentos completa e diversificada, é preciso responder às duas seguintes perguntas:

Qual é o seu perfil-investidor?

Essa é a pergunta mais importante de todas quanto o assunto é diversificação. É essa resposta que vai definir quanto do seu dinheiro vai para renda fixa e quanto vai para renda variável. No geral, existem três perfis: conservador, moderado e arrojado. Você precisa definir quem é você antes de criar a sua carteira. Profundo, né? Hehe.

O investidor conservador é aquele que não tem nenhum apetite para risco. Para ele, o que importa é a segurança da aplicação. O investidor arrojado é aquele que adora correr riscos se isso lhe der a chance de ganhar mais dinheiro. Para ele, o que importa é a rentabilidade da aplicação. O investidor moderado? É a junção dos dois tipos. Não é nem tão conservador e nem tão arrojado.

E aí, quem é você?

Qual é o seu objetivo financeiro?

Na hora de investir, é importante ter metas. Viajar, ter uma aposentadoria tranquila, pagar a faculdade dos filhos… Tenha bem definido qual é o seu objetivo! Por mais que você seja um investidor arrojado, por exemplo, se você precisa investir o dinheiro da sua reserva de emergência, precisa procurar aplicações conservadoras já que não é um dinheiro que pode correr riscos. O seu objetivo financeiro definirá o balanço da sua carteira de investimentos.

E aí, o que você quer fazer com o dinheiro investido?

Faça o balanço entre renda fixa e variável

Agora que você já sabe qual é o seu perfil de investidor e qual é o seu objetivo financeiro, chegou o momento de responder a pergunta que está logo no título deste post. Em uma carteira de investimentos, quanto do dinheiro vai para renda fixa e quando vai para renda variável?

De acordo com as suas necessidades financeiras, você precisa pensar na proporção que faz mais sentido. A maioria dos especialistas diz que a composição de renda variável nunca seria mais do que a metade. Ou seja, a carteira de todos os investidores precisa ter mais investimentos em renda fixa do que em renda variável – mas esse percentual depende do seu perfil. Confira:

  • Se você for um investidor conservador, pode colocar 95% do seu patrimônio em renda fixa e 5% em renda variável.
  • Se você for um investidor moderado, pode colocar 80% em renda fixa e 20% em renda variável.
  • Se você for um investidor arrojado, pode colocar 60% em renda fixa e 40% em renda variável.

É claro que esses exemplos não são nenhuma regra, é só uma estimativa que você pode levar em conta para ter uma noção de proporção. Mas tudo varia de caso para caso! Analise bem a sua situação financeira para criar o melhor portfólio PARA VOCÊ. Afinal, além de analisar o perfil-investidor, é importante analisar os seus objetivos financeiros e a sua idade.

Vale lembrar que renda fixa e renda variável são grandes grupos de investimento. Dentro de cada grupo, existem diferentes tipos de produtos. O interessante da diversificação é apostar em diferentes tipos de produtos, mesmo que sejam dentro de um mesmo grupo. Ou seja: não divida tudo entre um investimento em renda fixa e outro investimento em renda variável! Aposte em diferentes ativos.

Quando eu disse que um investidor arrojado colocaria 60% em renda fixa, esse percentual pode ser dividido em títulos públicos do Tesouro Direto, CDBs, LCIs, RDBs e muitos outros. E os 40% que são para renda variável podem ser divididos em ações, COE e criptomoedas, por exemplo.

Continue com novos balanços

Yubb não seria o Yubb se não terminasse o texto com uma mensagem motivacional, né? A minha dica para você é: não pare! Ter uma carteira de investimentos completa e diversificada é essencial, mas nada adianta fazer isso uma vez e depois parar. Alcançar o sucesso no mundo dos investimentos é algo muito ligado a disciplina.

Guarde uma quantia para investir mensalmente, faça a análise de qual é o melhor investimento daquele período, aproveite as oportunidades de mercado… E além de fazer novos investimentos, sempre fique atento para rebalancear aquilo que já está investido. Fique de olho nos seus objetivos financeiros e no seu perfil-investidor (afinal, eles podem mudar) e não hesite em mudar os ativos de lugar caso as suas ideias estejam diferentes.

Dica de especialista: também acompanhe as oscilações do mercado para ver quais investimentos do seu portfólio estão rendendo mais e quais estão rendendo menos. Existem algumas estratégias de investimento que até fazem essas compensações para ganhar mais dinheiro (veja o nosso vídeo sobre balanceamento dinâmico, por exemplo).

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