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OranjeBTC (OBTC3): Ações caem 60% e bitcoin (BTC) perde suporte — mas é hora de jogar a toalha? CEO responde

04 fev 2026, 18:06 - atualizado em 04 fev 2026, 18:18
CEO da OranjeBTC (OBTC3), Guilherme Gomes (Imagem Renan Sousa Equipe Money Times)
CEO da OranjeBTC (OBTC3), Guilherme Gomes (Imagem Renan Sousa Equipe Money Times)

OranjeBTC (OBTC3) é uma novata na bolsa brasileira que ingressou no Novo Mercado por meio de um IPO reverso com a promessa de ser a “Strategy brasileira” no ramo das empresas de tesouraria de bitcoin (BTC) 

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No entanto, desde a estreia em outubro de 2025, as ações OBTC3 caem mais de 63% e a empresa passou a ser negociada abaixo de 1x mNAV, uma métrica do mercado que divide o valor do mercado pelo montante de bitcoins em caixa.  



O mNAV abaixo de 1 sinaliza que a Bitcoin Treasury não está conseguindo extrair valor das reservas de BTC, um mau sinal para o mercado.  

E o momento não é dos melhores: o próprio bitcoin acumula queda de 18% desde o começo de 2026 e as perspectivas não são das melhores.  

Por isso, em um encontro com jornalistas, o CEO da OranjeBTC, Guilherme Gomes, deu algumas explicações sobre os negócios da companhia.  

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Confira a seguir os melhores momentos dessa conversa. 

É hora de vender os bitcoins? 

Segundo Gomes, a Oranje não trabalha com um “preço justo” para o bitcoin, ainda que o preço-médio de compra da empresa esteja na casa dos US$ 105 mil — valor bastante acima dos atuais US$ 74,4 mil, segundo o Coin Market Cap.  

Sobre vender uma parcela dos bitcoins para tentar reverter a situação da empresa, Gomes é taxativo:  

“Não tem preço nenhum de bitcoin que causaria qualquer dor de cabeça para a companhia. Não temos chamada de margem e a estrutura da nossa dívida está ótima em comparação com o mercado”, comenta.  

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Além disso, ele explica que a estratégia é de longo prazo, comparando com a maior bitcoin treasury do mundo, a Strategy, de Michael Saylor.  

“Há cinco anos, o Saylor estava junto com a BlackRock recomendando lançarem um ETF de bitcoin. Hoje, foi a maior estreia da história dos ETFs”, comenta. “Nós trabalhamos com a perspectiva de preços de 5 a 10 anos, e a gente acredita que ele estará maior do que está hoje”.  

Vale citar que as sucessivas recompras de ações à mercado — algo que tem sido mais recorrente do que a própria compra de bitcoins — também tem sido parte da estratégia da companhia, que não vê justificativa para uma queda tão acentuada no preço dos papéis. 

O que faz uma Bitcoin Treasury? 

As Bitcoin Treasury nada mais são do que empresas que alocam parte do seu caixa em bitcoin. A principal diferença é que a empresa lida com a volatilidade de curto prazo da criptomoeda enquanto o investidor que compra o ativo diretamente precisa fazer operações contínuas.  

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A tese, contudo, é bastante recente e parece ainda não ter conseguido espaço junto dos investidores. Por isso, Gomes explica que a educação é um dos pilares da companhia que, recentemente, passou a integrar cursos de criptomoedas à sua rede de cursinhos.  

“Educação não é algo marginal, é fundamental para a tese. Bitcoin é aquilo: quanto mais você conhece, mais você compra e maior é a convicção”, diz. 

A Oranje era uma empresa de capital fechado e se fundiu com a rede de cursinhos Intergraus, que já está listada na B3, movimento conhecido como “IPO reverso”. Desde então, vem adotando a estratégia de encarteiramento de bitcoin.  

Atualmente, a empresa possui 3.722 unidades de BTC avaliadas em US$ 274 milhões, sendo a maior empresa de tesouraria de bitcoin da América Latina.  

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“Para o futuro, nosso objetivo é sempre o mesmo: aumentar o número de BTC por ação. Se conseguirmos responder à pergunta ‘aumentamos o montante de bitcoin por ação para o investidor?’ com ‘sim’, essa é a meta”.  

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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