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Cogna (COGN3) finaliza turnaround e reforça compromisso com dividendos

02 abr 2025, 15:49 - atualizado em 02 abr 2025, 17:42
cogna educação xp recomendação compra
(Imagem: Instagram/ Kroton Educação)

A Cogna (COGN3), uma das maiores empresas do setor de educação do Brasil, reforçou o compromisso com dividendos aos acionistas após finalizar o seu turnaround em 2024. O pagamento não acontecia desde 2019.

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Frederico Villa, CFO da companhia de educação, disse durante o Cogna Day, evento voltado aos analistas e investidores, que serão R$ 120,8 milhões em dividendos que devem ser aprovados em assembleia geral no dia 30 de abril.

Durante o evento, os executivos fizeram um balanço dos últimos quatro anos e argumentaram que o processo de reconstrução surtiu efeito.

Eles relembraram o período de 2020, quando o desafio da pandemia surgiu para a empresa de educação e que para eles perdurou até 2022, com uma queda de 19% na receita da companhia.

Na época, a Cogna resolveu iniciar seu processo de reestruturação a começar pela estratégia, que estava totalmente voltada aos cursos presenciais. A proporção entre cursos presenciais e EAD, que era de 30/70, passou a ser 13/87 até o final do ano passado.

Outro ponto citado pelos executivos, que era o “calcanhar de Aquiles”, era o índice de inadimplência, que estava alto devido ao programa de Parcela Estudantil Privado (PEP), que eles ofereciam para que o aluno pudesse parcelar até 70% do valor do curso.

A empresa também passou a investir mais em sistemas de ensino e tecnologia para conseguir trazer mais possibilidades aos seus cursos, tanto para os professores, quanto para os alunos.

“Ao combinar captação crescente, melhoria de experiência e queda de evasão, é natural que a base de alunos cresça. Em 2020, nós tínhamos 770 mil alunos e fechamos 2024 com 1,55 milhão de alunos, um crescimento de 37% em quatro anos”, explicou Roberto Valério, CEO da Cogna.

A mudança nas estratégias, portanto, fez com que a empresa chegasse aos números projetados no guidance.

O Ebitda da Cogna somou R$ 2,174 bilhões em 2024, acima dos R$ 2,1 bilhões projetados. A geração de caixa após capex (investimentos) totalizou R$ 1,045 bilhões no ano passado, ante a estimativa de R$ 1 bilhão.

Para este ano, os executivos pontuam que não haverá guidance. Eles afirmam que conseguiram mostrar de forma transparente tudo o que foi feito até o momento para que a empresa pudesse voltar a crescer e reforçaram que o ritmo se manterá o mesmo dos últimos quatro anos.

Villa também ressaltou que a empresa tem buscado beneficiar seus acionistas, citando o lançamento de dois programas de recompra de ações: um com 44 milhões de ações, aprovado em 2024, e outro, mais recente, iniciado em 20 de janeiro de 2025, com 144 milhões de ações.

As ações da Cogna (COGN3) operaram em queda no pregão desta quarta-feira (2) e enceraram com baixa de 3,24%, a R$ 2,09, entre as maiores perdas do Ibovespa.



Os resultados da companhia no 4T24

Cogna reportou um lucro líquido de R$ 880 milhões em 2024, cessando uma sequência de prejuízos anuais desde 2020.

Apenas no quarto trimestre do ano passado, a empresa apurou um lucro líquido de R$ 925,8 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 397 milhões um ano antes, e o Ebitda alcançou R$ 1 bilhão, um salto de 87,7% em relação aos mesmos meses do ano anterior, com a margem passando de 28% para 46,4%.

Em termos ajustados, o lucro somou R$ 985 milhões, ante prejuízo de R$ 374 milhões no mesmo período de 2023, enquanto o Ebitda recorrente subiu 47%, para R$ 812 milhões, com a margem nessa métrica passando de 28,9% para 37,6%.

A Cogna destacou que o desempenho do Ebitda recorrente veio principalmente do ganho de eficiência em todas as unidades de negócio.

A receita líquida somou R$ 2,16 bilhões, alta de 13,2% ano a ano, com destaque para as unidades Kroton e Vasta, que mostraram acréscimos de 16% e 26%, respectivamente, enquanto Saber mostrou declínio de 5,5%.

A geração de caixa operacional após investimento totalizou R$ 337 milhões nos últimos três meses de 2024, aumento de 40%.

A dívida líquida caiu 12,1%, para R$ 2,88 bilhões, com o índice de alavancagem medido pela relação entre dívida líquida/Ebitda ajustado caindo para 1,35 vez, o menor registro desde o quarto trimestre de 2018.

*Com informações da Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
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