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Cielo deve piorar antes de melhorar, avaliam analistas

Gustavo Kahil - 07/11/2018 - 8:19

Os analistas do Bradesco BBI avaliam que os resultados da Cielo (CIEL3) devem piorar antes de melhorar e a própria empresa já vê este cenário no curto prazo, aponta um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (5).

“O recuo dos yields de receita não é novidade, mas o terceiro trimestre foi o primeiro momento no qual a Cielo atribuiu a questão principalmente aos menores preços, além de ter deixado claro que a tendência é de uma intensificação nos próximos trimestres”, aponta a avaliação.

O lucro líquido ajustado ficou em R$ 812 milhões, queda de 20,1% ano a ano, 0,6% na passagem trimestral, e aproximadamente 6% menor do que o consenso do mercado. A receita líquida cresceu 1,1% e foi a R$ 2,962 bilhões. O Ebitda cedeu 11,2%, para R$ 1,152 bilhão.

O Bradesco entende que a competição vai se acirrar e a guerra de preços também irá afetar os yields dos concorrentes. “A companhia já deixou claro que vai intensificar a competição através de menores preços para continuar líder nos segmentos, mas isso deve trazer uma pressão sobre os resultados”, destaca a análise.

O time de analistas do banco composto por Rafael Frade e Maria Julia Castro optou por cortar em 14% a estimativa de lucro por ação para o final de 2019. Com isso, o novo preço-alvo projetado é de R$ 16 (de R$ 19). A recomendação é neutra.

“Acreditamos que os ajustes que realizamos refletem melhor a estratégia mais agressiva da Cielo, e isso também nos mantém mais conservadores sobre o setor na questão da lucratividade que deve continuar pressionada por uma competição cada vez mais acirrada. No entanto, os resultados de pré-pagamento podem, potencialmente, trazer uma melhora nos números da companhia”, concluem.

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