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China quer mais negociações com EUA e não assinará acordo antes de remoção de tarifas

15/10/2019 - 7:54
China EUA
Presidente Trump e vice-premiê Liu He se encontraram em Washington (Imagem: Reuters/Yuri Gripas)

A China não comprará US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente a não ser que haja remoção das tarifas pelo presidente Donald Trump, conforme apurado pela reportagem da Bloomberg.

Além disso, a segunda maior economia do mundo pretende realizar mais negociações com os EUA antes de fechar acordo comercial em definitivo, segundo a Bloomberg.

Pequim poderá finalizar acordo escrito a ser assinado pelos presidentes Xi Jinping e Donald Trump durante encontro da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation, organização composta por 21 países para cooperação econômica em torno do Pacífico). A reunião será em 16 e 17 de novembro na capital Santiago.

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Hu Xijin, editor-chefe do jornal estatal Global Times, afirmou via Twitter que “as negociações em torno do comércio internacional da China e dos EUA mostraram avanço na última semana e ambos os lados possuem forte desejo de fechar um acordo final”.

Humilhante

Paralelamente, oficiais chineses desejam que o presidente Donald Trump retire as tarifas a serem impostas em dezembro.

Para Huo Jianguo, ex-ministro de Comércio da China e vice-presidente da China Society For World Trade Organization Studies, “os EUA devem concordar em retirar a ameaça de tarifas se desejarem assinar acordo durante o encontro da APEC”.

“Caso contrário, seria um tratado humilhante para a China”, completou. Huo ainda considera possível recuo dos EUA nas negociações, embora tenha avaliado “boas atitudes” nas últimas negociações por Washington.

Prematuro

Já o porta-voz das Relações Exteriores da China Geng Shuang reiterou na última segunda-feira (14) que ambos os lados tiveram progresso nas negociações e que espera “trabalho conjunto dos EUA com a China para encontrar um caminho em comum”.

Por fim, Tuan Huynh – CIO (Chief Investment Officer) do Deutsche Bank Wealth Management para Ásia-Pacífico, ainda permanece relativamente cético em torno da resolução comercial.

“Trump anunciou algum tipo de acordo mas no final parece ser um pouco prematuro”, disse. “Recomendamos a nossos clientes realizarem alguns lucros”, completou, de acordo com a Bloomberg.

Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 15/10/2019 - 7:57