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China está pronta para avançar nas negociações e levará propostas concretas aos EUA

09/10/2019 - 8:06
China Eua
Pequim demonstra interesse em avanço nas negociações comerciais (Imagem: Reuters/Yuri Gripas)

A China está pronta para avançar nas negociações comerciais com os EUA a despeito da inclusão de empresas nacionais na lista negra de exportações de Washington, conforme apurado pela reportagem da Bloomberg.

As negociações se iniciarão nesta quinta-feira (10) e os oficiais chineses pretendem elevar as compras de produtos agrícolas norte-americanos, de acordo com o Financial Times.

“Liu He [vice-premiê chinês] está vindo com ofertas reais, não com uma agenda vazia”, disse oficiais envolvidos na negociação ao FT. “Os chineses estão prontos para reduzir a intensidade dos conflitos”, completou.

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Japão como espelho

Outro oficial de Pequim envolvido nas negociações afirmou que a “China concordou em aceitar todas as demandas do Departamento de Agricultura dos EUA de carne, porco e cordeiro”, além de aproximadamente “60 mudanças internas nos processos de importações”.

“Os chineses tomaram ciência de como o novo acordo de comércio com o Japão lidou com a agricultura e pretendem pressionar Washington na mesma direção”, disse uma das fontes ao FT.

Avanço

Para Huo Jianguo, ex-ministro do comércio da China e vice-presidente da China Society For World Trade Organization Studies, a chance de um acordo aumentou consideravelmente.

“Acredito que possa haver um grande avanço nas negociações comerciais por vir, tendo em vista que ambos os lados expressaram bons gestos e sinais positivos”, declarou.

Momentum

Em relação a inclusão de empresas na lista negra, Huo avalia que “as sanções recentes pelos EUA são somente mais uma tática usual para mostrar as ferramentas múltiplas existentes nas negociações de comércio internacional, em linha com a política de pressão máxima exercida por Trump“.

Por último, Eswar Prasad, ex-chefe da divisão do FMI da China, avalia que este momento “é bom para um fechamento de acordo”, pelo fato de “ambos os governos estarem sob pressão política”.

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Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 09/10/2019 - 8:06