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China avalia novo corte de subsídios a carros elétricos

Bloomberg - 08/11/2019 - 14:15
O plano envolve a redução de subsídios às compras de veículos elétricos em 2020, mas as discussões ainda estão em estágio inicial (Imagem: Pixabay)

A China avalia realizar mais cortes nos subsídios para a compra de veículos elétricos, de acordo com pessoas a par do assunto. A medida seria outro golpe para um setor antes em expansão, que agora enfrenta uma queda sem precedentes das vendas.

Os reguladores do setor têm avaliado a proposta a ser aplicada no maior mercado de veículos elétricos do mundo, mas só pretendem tomar uma decisão depois da análise dos dados de vendas de carros nos próximos meses, de acordo com as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

O plano envolve a redução de subsídios às compras de veículos elétricos em 2020, mas as discussões ainda estão em estágio inicial, portanto não há garantia de que os cortes serão realizados, disseram duas pessoas.

A China, que começou a subsidiar as compras de veículos elétricos em 2009 para promover o setor, vem reduzindo gradualmente os incentivos nos últimos anos para incentivar montadoras a competirem por conta própria.

Porém, no mais recente corte de subsídios pelo governo chinês, as vendas de veículos elétricos caíram pela primeira vez, intensificando uma longa desaceleração.

O desaquecimento do mercado de veículos elétricos na China afetou o setor em todo o mundo, já que o país responde por cerca da metade das vendas mundiais de carros eletrificados.

Ainda assim, reguladores ainda enfrentam pressão para reduzir os incentivos, pois o apoio do Estado ajudou a financiar centenas de startups locais e alimentou preocupações sobre uma bolha no setor.

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Mas eis o dilema: retirar os subsídios muito rapidamente poderia minar as ambições da China de liderar a substituição de combustíveis fósseis por energia mais limpa.

Para o governo chinês, o segmento de veículos elétricos é estratégico: a meta é que 60% de todos os automóveis vendidos no país rodem com motores elétricos até 2035, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

O Ministério das Finanças da China, que supervisiona as discussões, não respondeu imediatamente às perguntas por fax.

Última atualização por Vitória Fernandes - 08/11/2019 - 14:15