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Cemig: obrigação de elevar fatia na Light pode ter motivado oferta, diz Brasil Plural

A motivação por trás da oferta de ações anunciada pela Cemig (CMIG4) na quarta-feira (26) pode estar relacionada com a exigência criada pelo exercício de opção de venda por bancos para que empresa mineira compre uma participação adicional na Light (LIGT3), avalia o Brasil Plural em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (26).

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O Banco do Brasil, BV Financeira e Santander enviaram uma carta no último dia 19 de setembro indicando a intenção de se desfazer da participação detida pelas empresas Lepsa e RME conforme o acordo de acionistas. A aquisição das ações deverá ocorrer até o dia 30 de novembro pela Cemig ou por um terceiro por ela indicado e que pode chegar a R$ 1,4 bilhão.

Sem grandes desinvestimentos esperados no curto prazo, a empresa teria optado por essa decisão, avalia o analista Vitor Sousa. Como resultado da operação, a Cemig passaria a deter mais de 50% da Light. A recomendação e o preço-alvo foram colocados em revisão pelo Brasil Plural.

“Com o exercício da opção de venda, a participação da Cemig na Light atingirá mais de 50%, levando sua subsidiária a se tornar uma empresa estatal - apesar da falta de detalhes da Cemig sobre como evitar essa situação, vemos esse cenário como improvável considerando os impactos negativos em atrair players interessados para adquirir Light”, diz Sousa.

A recomendação e o preço-alvo foram colocados em revisão.


 

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