Carrefour volta atrás e anuncia retomada do cronograma de entregas de carnes bovinas
O Carrefour (CRFB3) afirmou há pouco que o cronograma de entregas de produtos de carne bovina em suas lojas foi retomado nesta terça-feira (26).
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa ainda disse que o abastecimento deve ser normalizado nos próximos dias.
“A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre novos desdobramentos relevantes relacionados ao assunto”, diz.
Instantes antes da divulgação do fato relevante, as ações CRFB3 registravam alta de 3,73%, a R$ 6,96.
Mais cedo, o Carrefour, por meio de sua matriz na França, disse que compra a carne que vende na França quase exclusivamente de produtores franceses. Já no Brasil, o grupo vende a carne de pecuaristas brasileiros exclusivamente e acrescentou que continuará com essa estratégia.
Em um pedido de desculpas, o grupo ainda afirmou não ter tido a intenção de colocar o setor agropecuário francês contra o brasileiro. Também acrescentou ser “parceiro número 1” do agro do Brasil.
Carrefour x frigoríficos brasileiros
A crise entre o Carrefour Brasil e os frigoríficos começou há quase uma semana, após o CEO Global do grupo, Alexandre Bompard, afirmar que a empresa assumiu o compromisso de não comercializar nenhuma carne proveniente do Mercosul, em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
Em reação, alguns frigoríficos interromperam o fornecimento de carne à rede varejista no Brasil, que inclui os hipermercados Carrefour, Atacadão e Sam’s Club.
Entre os frigoríficos que aderiram à interrupção estão Minerva Foods (BEEF3), JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Masterboi, sendo que pelo menos 50 caminhões com carne para o grupo francês teriam sido suspensos desde o último sábado (23).
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também endossou o posicionamento de entidades do setor produtivo e da indústria brasileira.
Fávaro disse que foi surpreendido com a declaração da empresa de que a decisão se trata apenas das lojas na França. “Ora, se não serve ao francês, não vai servir aos brasileiros. Então, que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse