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Carrefour Brasil (CRFB3): JP Morgan vê aprovação de OPA para fechamento de capital; prêmio aos acionistas aumenta

04 abr 2025, 8:55 - atualizado em 04 abr 2025, 8:55
Carrefour
O JP Morgan projeta que a proposta para fechamento do capital do Carrefour Brasil seja aprovada em assembleia geral (Imagem: REUTERS/Eric Gaillard)

O Carrefour Brasil (CRFB3) — ou Atacadão — anunciou um aumento no valor proposto por ação e, consequentemente, do prêmio, aos acionistas na oferta pública de ações (OPA) que quer fechar o capital da companhia. Na avaliação do JP Morgan, a operação deve ser aprovada em assembleia geral, remarcada para o dia 25 de abril.

Anteriormente, a assembleia estava marcada para próxima segunda-feira (7). Em relação ao preço, agora o grupo francês pagará R$ 8,50 por ação, antes em R$ 7,70.

O valor representa um prêmio de 46,2% e de 39% sobre o preço médio ponderado por volume (VWAP) das ações da companhia no último mês anterior a 10 de fevereiro de 2025 e nos últimos três meses anteriores a 10 de fevereiro de 2025.

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Vale destacar que o movimento do Carrefour ocorre após dois acontecimentos relevantes, um favorável ao grupo francês que busca fechar o capital da divisão brasileira e transformá-la a companhia em uma subsidiária integral, e outro voltado para os minoritários rejeitarem a oferta anterior para isso.

De um lado, as empresas de votação por procuração Glass Lewis e ISS aconselharam os acionistas do Carrefour Brasil a votarem contra a proposta de fechamento de capital da empresa.

Do outro, a Península, gestora da família Diniz, passou por uma reorganização e reduziu sua participação na rede de varejo para menos de 5% e o percentual de ações livres para votar na deliberação subiu para 27,6%, dando mais força à aprovação.

A equipe de analistas do JP Morgan, liderada por Joseph Giordano, pondera que os pares da companhia e o Ibovespa na totalidade tiveram uma forte valorização nas últimas semanas, enquanto houve acionistas minoritários que expressaram publicamente sua rejeição aos termos, o que combinado pode ter levado a empresa a “adoçar o negócio para os minoritários”.

No entanto, o banco não acredita que o bloqueio do negócio fosse um cenário provável, principalmente após a segregação de parte da participação da Península, sugerindo que votariam a favor.

Além disso, o JP Morgan afirma que há investidores preocupados com um cenário onde, se o negócio for bloqueado, o acionista controlador poderá diluir o valor dos acionistas minoritários e retirar gradualmente os investidores.

“Em suma, continuamos a acreditar que a transação provavelmente será aprovada, enquanto os termos melhorados provavelmente impulsionarão as ações para cima”, afirmam os analistas.

O banco tem uma recomendação neutra para CRFB3.

A OPA para deslistagem do Carrefour Brasil

O Carrefour França, controlador da varejista de alimentos, anunciou ao mercado em fevereiro o lançamento de uma oferta para fechar o capital da subsidiária brasileira.

O controlador quer transformar a companhia em uma subsidiária integral, tendo assim 100% do capital da brasileira. Hoje, a holding possui uma participação próxima de 70% da varejista, segundo dados da B3.

A operação prevê o fechamento do capital do Carrefour Brasil, que ficaria apto a emitir somente títulos de dívida, como debêntures, por exemplo.

A relação de troca proposta pelo acionista controlador para o resgate das ações abrange três opções que, com a mudanças, ficaram da seguinte forma:

  • Classe A: pagamento em dinheiro de R$ 8,50 para cada ação;
  • Classe B: pagamento em dinheiro de R$ 4,25 + mais ações do Carrefour França;
  • Classe C: 100% de ações do Carrefour França.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
lorena.matos@moneytimes.com.br
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