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Caixa vai realizar IPOs de subsidiárias em Nova York e na B3, diz Valor

Investing.com Brasil - 23/04/2019 - 11:03
caixa econômica federal
O objetivo do banco estatal é buscar mais liquidez e melhor precificação às ações de suas subsidiárias com a dupla listagem (Imagem: Arquivo/Agência Brasil)

Por Investing.com

A contribuição da Caixa Econômica Federal para redução da participação do Estado na economia será por meio da realização de abertura de capital de quatro subsidiárias na B3 (B3SA3) e na Bolsa de Valores de Nova York, segundo a edição desta terça-feira do Valor Econômico. Fontes consultadas pelo jornal afirmam que a atual diretoria planeja realizar dupla listagem, no Brasil e nos Estados Unidos simultaneamente, de sua empresa de seguros, de cartões, lotérica e gestora de recursos.

O objetivo do banco estatal é buscar mais liquidez e melhor precificação às ações de suas subsidiárias com a dupla listagem. Na Bolsa de Nova York, as subsidiárias serão listadas como American Depository Receipts (ADRs) Nível 3, o tipo mais completo de operação que prevê efetiva captação local de recursos e deve atender a uma série de exigências regulatórias. A maioria das ADRs de empresas brasileiras em Nova York são de Nível 1 e 2. Os papéis Nível 1 são negociados no mercado de balcão com um banco custodiante como responsável, enquanto os de Nível 2 são negociados em bolsa sem a realização de captação.

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Não há cronograma oficial sobre os IPOs nem os valores a ser levantados. A projeção, segundo o Valor, é que a Caixa consiga aproximadamente entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões nas quatro operações. Provavelmente a Caixa Seguridade e a empresa de loterias serão as primeiras a realizar o IPO.

Follow-ons

Além de abertura de capital de quatro subsidiárias, a Caixa prevê levantar por volta de R$ 15 bilhões com quatro ofertas subsequentes de ações, conhecidas como follow-ons. Em fevereiro, o banco estatal já vendeu as ações que detinha na resseguradora IRB (IRBR3).

A próxima operação deverá ser a venda de papéis da Petrobras (PETR4) detidas pelo banco, coordenado pela própria Caixa com os bancos Morgan Stanley(NYSE:MS), UBS, XP Investimentos e Bank of America. A confirmação do follow-on na Petrobras depende da divulgação do balanço do primeiro trimestre da petrolífera, com a expectativa do mercado de divulgação de números positivos, o que não atrapalharia o processo. Entretanto, as dúvidas quanto à interferência do governo sobre a política de preços da Petrobras podem impactar negativamente as ações da petrolífera, prejudicando os planos da Caixa de levantar aproximadamente R$ 9 bilhões com a oferta subsequente de ações.

Por fim, a Caixa planeja vender sua ações detidas na Alupar (ALUP11) e no Banco do Brasil (BBAS3), cuja operação depende da aprovação no conselho do FI-FGTS, que detém parte das ações.

A Caixa, segundo o Valor, não comentou as informações.

Última atualização por Gustavo Kahil - 23/04/2019 - 11:04