Brava Energia (BRAV3): Ação sobe e amplia rali; entenda os motivos
As ações da Brava Energia (BRAV3) lideravam as altas do Ibovespa (IBOV) nas primeiras horas de pregão desta quinta-feira (02), após a companhia anunciar que extraiu o primeiro óleo do campo FPSO Atlanta, localizado na bacia de Santos.
Na máxima do dia, as ações subiram 4,00%, a R$ 24,46. Os papéis fecharam com queda de 0,47%, a R$ 23,41, com realização de parte dos lucros recentes na segunda parte da sessão.
Mesmo com a leve baixa, a companhia começa o ano no embalo da ‘pernada’ do ano passado. Desde 13 de novembro, quando atingiu a sua mínima, a ação já disparou 50%.
O anúncio marca o início da produção da plataforma, que foi liberada na última segunda-feira (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Após a conexão e partida dos dois primeiros poços, a produção estabilizou em cerca de 20 mil barris por dia (bpd), informou a companhia.
Com o marco, a Brava se torna a primeira companhia independente de petróleo e gás do país a desenvolver um sistema de produção em águas profundas desde a fase inicial.
Na avaliação de analistas do BTG Pactual, a notícia é muito positiva e um marco para a Brava, no entanto, comentam que foi amplamente antecipada. O banco destaca ainda que a conexão de poços adicionais será crucial para o crescimento da produção nos próximos trimestres.
Brava Energia conclui aquisição de participação no Parque das Conchas
Somado à notícia sobre o campo FPSO Atlanta, a Brava concluiu a aquisição de 23% da participação detida pela QatarEnergy Brasil nos campos de petróleo de Abalone, Ostra e Argonauta, que formam o Parque das Conchas na Bacia de Campos.
Segundo o comunicado da companhia enviado ao mercado na segunda-feira (30), o valor da transação, desconsiderando os ajustes, é de US$ 150 milhões.
A conclusão da transação, inicialmente anunciada em dezembro de 2023, ocorre após atingimento de todas as condições precedentes e anuência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para os analistas do BTG, a conclusão desta transação está alinhada às expectativas do mercado e ressalta o progresso nos esforços de reformulação do portfólio da companhia.
Os analistas destacam ainda que a transação não envolve um desembolso adicional de caixa material, já que o valor a ser pago é amplamente compensado pela geração de caixa do ativo desde que o negócio foi anunciado pela primeira vez.
“No geral, embora esses desenvolvimentos destaquem o momento positivo para a Brava, a empresa agora precisará demonstrar estabilidade operacional em todo o seu portfólio offshore para sustentar e construir a confiança do mercado. Além disso, o progresso no fluxo de negócios onshore continuará sendo um catalisador importante para as ações”.
Considerando isto, o BTG continua a favorecer Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), devido à visibilidade de fluxo de caixa mais forte e trajetórias de execução mais claras.