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Brava Energia (BRAV3) despenca mais de 15% com 2º tombo consecutivo do petróleo; petroleiras caem em bloco

04 abr 2025, 11:52 - atualizado em 04 abr 2025, 18:07
Brava Energia
O petróleo Brent, referência para o mercado internacional, despenca mais de 8% e derruba as ações de Brava Energia e Petrobras (Imagem: Montagem Canva Pro)

Pelo segundo dia consecutivo, as ações da Brava Energia (BRAV3) lideram as perdas do setor e do Ibovespa (IBOV) com recuo de quase de 15% nas primeiras horas do pregão, em continuidade da forte aversão ao risco no exterior. 

BRAV3 encerrou o pregão desta sexta-feira (4) com queda de 12,91%, a R$ 18,34. Na mínima do dia, a ação caiu 15,24% (R$ 17,85). Ontem (3), o papel da junior oil encerrou com baixa de 7,18%, a R$ 21,06.



No mesmo horário desta sexta-feira (4), Prio (PRIO3) registrava queda de 9,39%, a R$ 33,37; PetroReconcavo (RECV3) tinha recuo de 6,75%, a R$ 14,66.

Petrobras figurava como a ação mais negociada do mercado acionário brasileiro. As ações ordinárias (PETR3) recuavam 6,09%, a R$ 36,98, enquanto as ações preferenciais (PETR4) operavam com queda de 4,81%, a R$ 34,27. Acompanhe o Tempo Real. 

A derrocada dos papéis das petroleiras acompanha o desempenho do petróleo no mercado internacional, em meio à escalada de uma guerra comercial após a China retaliar o plano tarifário dos Estados Unidos.

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O que derruba o petróleo hoje?

Nesta sexta-feira (3), o petróleo engata o segundo dia consecutivo de quedas fortes. O contrato mais líquido do Brent, referência mundial, para junho recua mais de 8% no pregão da Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na véspera, o óleo bruto encerrou a sessão com baixa de 6%. 



A commodity é pressionada pela retaliação da China ao plano tarifário dos Estados Unidos. O país anunciou a taxação de 34% sobre a importação de produtos norte-americanos a partir de 10 de abril, como uma resposta à tarifa de mesma alíquota imposta pelo governo Trump aos produtos chineses.

“A resposta agressiva da China em relação às tarifas dos EUA praticamente confirma que estamos caminhando para uma guerra comercial global; uma guerra que não tem vencedores e que prejudicará o crescimento econômico e a demanda por commodities importantes, como petróleo bruto e produtos refinados”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, à Reuters.

Com isso, os investidores seguem avaliando os impactos de uma possível guerra comercial global, que deve restringir o crescimento econômico mundial e, assim, limitar a demanda por combustível. Os EUA, por exemplo, são o maior consumidor do petróleo no mundo.

O Goldman Sachs revisou as estimativas para os preços do petróleo e passaram a projetar o barril do Brent a US$ 66 em dezembro deste ano. A estimativa anterior era de US$ 71 o barril.

Os investidores ainda repercutem a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) em avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — e surpreendeu o mercado.

No próximo mês, a Opep+ deve aumentar produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd). O efeito nos preços é explicado pela relação entre oferta e demanda: quanto maior a oferta, os preços tendem a cair.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.