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Brasileiro acusado de golpe de US$ 290 milhões envolvendo criptomoedas é extraditado da Suíça para os EUA

26 fev 2025, 10:11 - atualizado em 26 fev 2025, 10:11
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(Imagem: Unsplash/Kanchanara)

O brasileiro Douver Torres Braga foi extraditado pela Suíça após acusações relacionadas a um suposto esquema de pirâmide envolvendo Bitcoin (BTC). O crime teria movimentado mais de US$ 290 milhões em um golpe global, por meio da plataforma de negociação de criptomoedas chamada Trade Coin Club (TCC), fundada por Braga.

O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos (EUA) anunciou na última semana o comparecimento do brasileiro a um Tribunal Distrital de Seattle, onde se declarou inocente. Braga foi extraditado para os EUA, onde residiu entre 2016 e 2021, durante a maior parte da execução do suposto esquema.

Fraude enganou investidores de Bitcoin (BTC)

A ação civil contra o empresário de 48 anos é movida pela SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), que investigou o caso. De acordo com o jornal O Globo, a petição protocolada na justiça americana acusa Braga de ter enganado investidores que comprarem bitcoins em sua plataforma. 

O brasileiro, natural de Petrópolis (RJ), promoveu conferências ao redor do mundo, divulgando a atuação de um suposto robô que era capaz de realizar milhões de microtransações com bitcoin a cada segundo. Mais de 100 mil investidores aportaram cerca de 82 mil Bitcoins no negócio.

De acordo com a investigação, o TCC na verdade não era uma plataforma, mas sim um esquema de pirâmide, onde os “lucros” dos investidores vinham inteiramente dos depósitos feitos por outros aliciados e não por atividades do robô. 

Após o aporte dos investidores, pelo menos 8.396 BTCs, no valor de US$ 55 milhões à época, foram transferidos para endereços controlados por Braga em outras plataformas de criptoativos. A SEC exige a devolução dos valores ilegais e ainda solicita o pagamento de multas.

O brasileiro responde por 13 acusações de conspiração e execução de fraude eletrônica. Se condenado, Braga pode pegar até 20 anos de prisão.

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gustavo.silva@moneytimes.com.br
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