AgroTimes

Brasil pode surfar ‘espiral de retaliações’ para tarifas de Donald Trump; entenda

03 abr 2025, 16:59 - atualizado em 03 abr 2025, 16:59
Trump tarifas
(Imagem: Reprodução/Site oficial da Casa Branca/whitehouse.gov)

O presidente dos Estados UnidosDonald Trumpno intitulado “Dia da Libertação”, adotou tarifas particulares para diferentes países na quarta-feira (2), com uma taxa mínima de 10% para o Brasil.

Leandro Gilio, professor e pesquisador do Insper Agro Global, lembra que os EUA têm com um déficit comercial com o Brasil no que se refere a produtos do agronegócio, como celulose, madeira, papel, suco de laranja, açúcar, etanol e carnes.

A maioria dos países concorrentes do Brasil na exportação de produtos do agronegócio para os EUA também estão na categoria de 10% de taxação, como é o caso da Argentina, da Austrália, da Colômbia, do Uruguai, do Paraguai e da Ucrânia.

O Brasil, principal concorrente dos EUA em vários mercados agropecuários, pode se beneficiar da menor competitividade dos produtos norte-americanos em decorrência da espiral de retaliações que fatalmente virá de países/blocos como China e União Europeia, que respondem por 46% das exportações do agronegócio brasileiro. Nesse caso, o Brasil poderia ser beneficiado nos mercados de grãos, oleaginosas e carnes, por exemplo, pensando que os EUA também são um concorrente nosso no setor”, explica.

Gilio, no entanto, salienta que as medidas não são boas para os mercados globais, porque podem gerar uma escalada protecionista no mundo todo.

“Isso pode afetar os produtos brasileiros, porque isso acaba prejudicando a competitividade dos importados. Os países voltarem-se ao mercado interno pode gerar uma reação em cadeia e retração global”.

Outros países tiveram taxações maiores, como China (34%), Índia (26%), Japão (24%), União Europeia (20%), Vietnã (46%), Tailândia (36%) e os já divulgados, México e Canadá (ambos 25%).

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro disse nesta quinta-feira (3) que as tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos podem ser oportunidades para o agronegócio do Brasil que é “muito competitivo”, mas disse que as ações do governo Trump podem “infelizmente” atrapalhar os mercados internacionais.

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024, ficou entre os 80 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
pasquale.salvo@moneytimes.com.br
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024, ficou entre os 80 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Giro da Semana

Receba as principais notícias e recomendações de investimento diretamente no seu e-mail. Tudo 100% gratuito. Inscreva-se no botão abaixo:

*Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar