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Bradesco vê dólar caindo para R$ 3,30 até o fim do ano

Arena do Pavini - 22/05/2018 - 14:23

Por Angelo Pavini, da Arena do Pavini – O dólar passou dois anos praticamente estável perto de R$ 3,00, acompanhando o período de baixa volatilidade no mundo todo, mas agora está sujeito a diversos fatores internos e externos que pressionam suas cotações, mas isso não deve preocupar, afirma Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco. Segundo ele, a inflação brasileira está muito baixa, o que abre espaço para absorver eventuais choques de preços, o fluxo de dólares para o país está positivo, a dívida interna do governo tem uma parcela pequena nas mãos dos investidores externos e o déficit de contas correntes e baixo. “Acalmando o cenário externo, o dólar deve voltar para mais perto de R$ 3,30, R$ 3,40”, afirma. Ele participou do 6o Seminario Abecip 2018 – A modernização do crédito imobiliário.

Segundo ele, a alta atual da moeda, que atingiu mais de R$ 3,75 no mercado comercial, está vinculada ao aumento da volatilidade externa, a alta dos juros nos EUA e as medidas protecionistas anunciadas pelo presidente americano Donald Trump. Já nos fatores locais, pressionam o dólar a recuperação lenta da economia e a queda dos juros e do diferencial entre os juros brasileiros e internacionais. “Hoje, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos é um dos menores da história, em torno de 0,5 ponto percentual ao ano”, afirma Honorato. Por isso, o real apresenta a maior desvalorização entre os países emergentes, acima de 10%.

Recuperação mais lenta da historia

Segundo Honorato, a recuperação atual é a mais lenta da história do país em comparação a outras recessões. “Com isso, o desemprego também demora mais para cair, apesar da criação de 1,5 milhão de vagas por mês, número insuficiente”, diz. O lado positivo é que esse ambiente segura os salários reais e com isso a inflação e os juros baixos”, diz.

Cenário político muito indefinido

Honorato acredita também que o cenário político ainda segue bastante indefinido. Ele lembra que, pela pesquisa expontânea, há 67%, ou mais de dois terços dos eleitores que se dizem indecisos.

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