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Bradesco (BBDC4): UBS BB eleva preço-alvo e vê nova alta para ações; veja potencial

10 fev 2026, 12:51 - atualizado em 10 fev 2026, 12:51
Bradesco
Considerando o guidance, o UBS prevê lucro de R$ 27,5 bilhões em 2026, ligeiramente abaixo das nossas estimativas e do consenso (Imagem: Kaype Abreu/Money Times)

Se parte do mercado acredita que o Bradesco (BBDC4) atingiu um teto, após saltar 70% nos últimos 12 meses, o UBS BB está mais otimista.

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A casa elevou o preço-alvo da ação de R$ 25 para R$ 27, o que representaria potencial de alta de 28%.

Segundo os analistas, o banco ainda negocia a 1,2 vez o preço sobre valor patrimonial (P/VP) e 7,6 vezes o preço sobre o lucro.

Para o UBS BB, o lucro de R$ 6,5 bilhões veio praticamente em linha com o consenso.

Por outro lado, a qualidade de ativos foi o principal destaque positivo, com inadimplência inicial (créditos vencidos entre 15 e 90 dias) e o NPL (crédito não produtivo/inadimplente) acima de 90 dias ficaram estáveis trimestre, em 3,4% e 4,1%, respectivamente — vale notar que o NPL de 90 dias está nesse patamar desde o primeiro trimestre de 2025.

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Além disso, os créditos em estágio 3 recuaram cerca de 30 pontos-base, para 7,2%, Já os créditos renegociados diminuíram no trimestre, representando 3,3% da carteira total (menor nível desde o 2015).

Considerando o guidance, o UBS prevê lucro de R$ 27,5 bilhões em 2026, ligeiramente abaixo das nossas estimativas e do consenso.

Para complementar, o Bradesco Seguros, uma das joias da coroa do banco, apresentou resultados sólidos ao longo dos anos — em 2025, o negócio de seguros respondeu por 41% do lucro total, com ROAE de 21,9%.

Bradesco chegou ao teto?

O JPMorgan também revisou suas projeções, mas cortando o lucro estimado para 2026 em 2,5%, para R$ 27,5 bilhões — número 4,5% abaixo do consenso da Bloomberg.

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Ainda que os analistas reconheçam que o Bradesco não seja um ativo pouco atrativo, dado o dividend yield em torno de 7,6% e o crescimento projetado do lucro de cerca de 12% em 2026 e 2027, a relação risco-retorno é vista como equilibrada.

Nesse contexto, o JP avalia que há bancos com perfil mais interessante, como o Itaú, que justificam um prêmio maior.

Para o banco, mais do que o nível de lucro ou as projeções, o principal ponto de atenção está no ROE. Segundo os analistas, a rentabilidade do Bradesco pode ter atingido um teto estrutural e dificilmente ultrapassará 17%.

‘Acreditamos que os ativos fiscais diferidos (DTA) continuam a impactar a rentabilidade em 4 a 5 pontos percentuais de ROE em comparação com o Itaú. Além disso, a alíquota de imposto levará anos para se normalizar a partir do nível efetivo atual, de cerca de 20%’, dizem os analistas.

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Outro fator de pressão vem da otimização das despesas operacionais (OPEX). A partir de 2027, os esforços para conter custos tendem a pressionar tarifas e outras linhas de receita.

Ainda segundo o JPMorgan, tomando o Itaú Unibanco como proxy de rentabilidade, a análise indica que um ROE entre 17% e 17,5% pode representar o limite para o Bradesco, a menos que haja uma melhora significativa na qualidade da carteira ou uma queda mais relevante das taxas de juros no Brasil.

A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em torno de 12%, patamar ainda considerado elevado.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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