Bolsas Europeias estendem perdas e STOXX 600 despenca 3%; veja o que pressiona o índice nesta sexta (4)

As bolsas da Europa ampliaram suas perdas nesta sexta-feira (4), com impulso da deterioração no sentimento de risco em Wall Street e o “tarifaço” de Donald Trump — o que mantém os investidores receosos e evitando ativos de maior risco.
Com a extensão de quedas nesta manhã, a bolsa europeia caminha para sua maior perda semanal em três anos. Isso ocorre após o presidente dos Estados Unidos (EUA) atingir o continente com uma tarifa efetiva de 20%.
“A UE provavelmente retaliará. O processo será lento… embora o impacto líquido sobre a inflação seja altamente incerto, os riscos podem ser inclinados para baixo na zona do euro”, disseram economistas do Deutsche Bank, estimando que as tarifas dos EUA poderiam reduzir de 0,4 a 0,7 pontos percentuais do PIB da Zona do Euro.
Além disso, outro grande fator que impactou o cenário, é por parte da China, com seu anúncio de retaliação das tarifas recíprocas dos EUA — na qual, a alíquota é de 34% sobre produtos americanos.
Também entrou para o radar o aumentou as perspectivas dos investidores perante a possíveis cortes na taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE). Agora, o mercado vê um corte de 0,25 ponto percentual na taxa pelo BCE neste mês, juntamente de mais duas reduções amplamente esperadas antes do final de 2025.
Mais cedo, o índice STOXX 600 recuava 3,05%, a 507,17 pontos, elevando suas perdas na semana para 5% — a maior queda desde fevereiro de 2022.
Na quinta-feira (3), os índices de referência da Alemanha, Itália e França fecharam com queda superior a 3%, com as ações italianas e francesas registrando a maior baixa em mais de dois anos.
Por volta das 10h20 (horário de Brasília), a Bolsa de Londres (FTSE 100) tombava 3,61%, a de Frankfurt (Dax) caía 3,88% e a de Paris (CAC 40) cedia 3,62%. Além disso, o STOXX 600 despencava 4,08%, aos 501,86 pontos.
- VEJA TAMBÉM: O Agro Times vai participar das principais feiras de agronegócio do Brasil – acompanhe gratuitamente a cobertura completa
*Com informações de Reuters