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Entrevista

Bolsa está barata e pode subir mais 20%, diz diretor da Rio Bravo

Conrado Mazzoni - 14/03/2018 - 13:13
“Olhando para um cenário de médio prazo, a Bolsa está barata comparada ao custo de oportunidade”

A combinação de fluxo de investidores locais e estrangeiros e boa safra de resultados corporativos permite continuidade da alta da Bolsa, apesar de incertezas externas e das eleições, segundo avaliação do diretor da Rio Bravo Investimentos, Eduardo Levy.

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“Na sua maioria os resultados estão vindo em linha ou acima da melhora da atividade. Por conta disso e aliado ao fluxo de investimento, tanto de investidores locais quanto de estrangeiros, a Bolsa tem espaço para subir mais 15%, 20% até o fim do ano que vem”, diz Levy, gestor do fundo multimercado macro Rio Bravo Apollo, em entrevista ao Money Times.

O interesse pela renda variável tem como pano de fundo o foco em diversificação diante da queda nos juros. Um movimento que deve prosseguir na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central na semana que vem. “Achávamos melhor que o BC mantivesse [a taxa Selic] em 6,75% ao ano, mas esse corte para 6,50% ao ano parece agora mais provável.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Na sua avaliação, a Bolsa está cara ou barata?

Olhando para um cenário de médio prazo, fim do ano que vem, a Bolsa está barata comparada ao custo de oportunidade. Existe tanto fluxo como uma melhora da atividade que deve afetar os resultados das empresas, como já está ocorrendo, e deve fazer com que a Bolsa continue performando melhor do que as alternativas de renda fixa.

Como tem observado a temporada de resultados do quarto trimestre de 2017?

Na sua maioria os resultados estão vindo em linha ou acima da melhora da atividade. Por conta disso e aliado ao fluxo de investimento, tanto de investidores locais quanto de estrangeiros, a Bolsa tem espaço para subir mais 15%, 20% até o fim do ano que vem.

O que mais anima e o que mais tira o sono no cenário atual?

Todos os ativos financeiros do Brasil dependem muito do fluxo internacional. Então o cenário internacional precisa continuar benigno e, provavelmente a partir de maio, o cenário político passa a ter um peso maior até o resultado final das eleições.

Qual é a sua expectativa para a eleição e seu efeito nos mercados?

Nossa cabeça é que parece haver um consenso de que a política econômica vem sendo bem tocada e precisa ter uma continuidade. Penso que não se trata nem de prosseguir as reformas, e sim fazê-las verdadeiramente acontecer. O que tivemos até agora foi extremamente tímido.

No cenário externo, qual é o seu nível de preocupação quanto ao aperto monetário do Federal Reserve e ao risco de guerra tarifária?

Qualquer coisa que venha do governo americano hoje geralmente é uma surpresa. Especificamente esses assuntos eu acho que o mercado vem sabendo precificar corretamente nos ativos financeiros. Minha preocupação maior é com a incerteza futura do que o que já foi anunciado (algo que poderia vir e ninguém estava esperando, como a própria tarifa no aço).

Acredita que o Copom vai cortar novamente o juro na semana que vem?

Nosso cenário base até há pouco era de manutenção. Olhando para um cenário de mais médio prazo, seria melhor para o Banco Central manter essa taxa. Mas o cenário de mercado precifica hoje cerca de 80% de probabilidade de corte adicional. Dada a inflação benigna, baixa, observada nos últimos 30 dias em adição ao que já víamos antes, existe uma possibilidade sim de corte de 0,25 ponto percentual, mesmo que nesse período a reforma da Previdência tenha sido basicamente jogada para o futuro. Achávamos melhor que o BC mantivesse em 6,75% ao ano, mas esse corte para 6,50% ao ano parece agora mais provável.

 

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