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Blockfills entra com pedido de falência nos EUA; empresa de trading movimentou US$ 60 bilhões em 2025

16 mar 2026, 9:26 - atualizado em 16 mar 2026, 9:26
Blockfills, empresa de negociação de criptomoedas com sede em Chicago (Imagem Divulgação)
Blockfills, empresa de negociação de criptomoedas com sede em Chicago (Imagem Divulgação)

Blockfills, uma empresa de negociação de criptomoedas com sede em Chicago, entrou com pedido de falência na noite do último domingo (15), de acordo com documento enviado ao mercado. 

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Ontem, a operadora da BlockFills chamada Reliz e outras três entidades afiliadas apresentaram pedidos voluntários de reestruturação, conhecido como chapter 11 no Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito de Delaware, de acordo com documentos visto pelo portal CoinDesk. 

O documento mostra que a Reliz possuía ativos avaliados entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões. Ao mesmo tempo, os passivos da empresa eram da ordem de US$ 100 milhões a US$ 500 milhões — um indicativo claro das crescentes pressões em suas operações de negociação de criptomoedas. 

Além disso, a BlockFills informou que processou um volume negociado de mais de US$ 60 bilhões em 2025, um aumento de 28% em relação ao ano anterior, sendo uma das mesas de empréstimo e empréstimo de criptomoedas institucionais mais ativas. 

A empresa atende cerca de dois mil clientes institucionais, incluindo fundos de hedge, gestores de ativos e empresas de mineração. 

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Pedido de recuperação judicial da BlockFills 

A empresa decidiu entrar com pedido de falência após consultar todas as partes interessadas, afirmou em uma declaração oficial. 

“Após extensas discussões com investidores, clientes, credores e outras partes interessadas, a BlockFills determinou que um pedido voluntário de recuperação judicial do capítulo 11 é o caminho mais responsável a seguir, a fim de preservar o valor do negócio e maximizar as recuperações para as partes interessadas. Esse pedido permitirá que a empresa implemente uma reestruturação ordenada, mantendo a transparência e a supervisão por meio do processo supervisionado pelo tribunal,” afirmou a nota. 

“Para esse fim, em 15 de março de 2026, certas entidades relacionadas à BlockFills apresentaram uma petição voluntária para reestruturação sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos EUA no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito de Delaware,” acrescentou. 

A reestruturação empresarial acontece em meio ao bear market das criptomoedas, com as cotações pressionadas pelo cenário macroeconômico e a ausência de catalisadores positivos de preços.  

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O próprio bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo, registrou perdas da ordem de 10% e 14% em janeiro e fevereiro, respectivamente. Em março, o acumulado é uma valorização de 9,8%.  

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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