Blockfills entra com pedido de falência nos EUA; empresa de trading movimentou US$ 60 bilhões em 2025
A Blockfills, uma empresa de negociação de criptomoedas com sede em Chicago, entrou com pedido de falência na noite do último domingo (15), de acordo com documento enviado ao mercado.
Ontem, a operadora da BlockFills chamada Reliz e outras três entidades afiliadas apresentaram pedidos voluntários de reestruturação, conhecido como chapter 11 no Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito de Delaware, de acordo com documentos visto pelo portal CoinDesk.
O documento mostra que a Reliz possuía ativos avaliados entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões. Ao mesmo tempo, os passivos da empresa eram da ordem de US$ 100 milhões a US$ 500 milhões — um indicativo claro das crescentes pressões em suas operações de negociação de criptomoedas.
Além disso, a BlockFills informou que processou um volume negociado de mais de US$ 60 bilhões em 2025, um aumento de 28% em relação ao ano anterior, sendo uma das mesas de empréstimo e empréstimo de criptomoedas institucionais mais ativas.
A empresa atende cerca de dois mil clientes institucionais, incluindo fundos de hedge, gestores de ativos e empresas de mineração.
Pedido de recuperação judicial da BlockFills
A empresa decidiu entrar com pedido de falência após consultar todas as partes interessadas, afirmou em uma declaração oficial.
“Após extensas discussões com investidores, clientes, credores e outras partes interessadas, a BlockFills determinou que um pedido voluntário de recuperação judicial do capítulo 11 é o caminho mais responsável a seguir, a fim de preservar o valor do negócio e maximizar as recuperações para as partes interessadas. Esse pedido permitirá que a empresa implemente uma reestruturação ordenada, mantendo a transparência e a supervisão por meio do processo supervisionado pelo tribunal,” afirmou a nota.
“Para esse fim, em 15 de março de 2026, certas entidades relacionadas à BlockFills apresentaram uma petição voluntária para reestruturação sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos EUA no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito de Delaware,” acrescentou.
A reestruturação empresarial acontece em meio ao bear market das criptomoedas, com as cotações pressionadas pelo cenário macroeconômico e a ausência de catalisadores positivos de preços.
O próprio bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo, registrou perdas da ordem de 10% e 14% em janeiro e fevereiro, respectivamente. Em março, o acumulado é uma valorização de 9,8%.