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Bitcoin (BTC) avança no último dia do mês; veja preços das criptomoedas neste domingo (30)

30 nov 2025, 15:28 - atualizado em 30 nov 2025, 15:28
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Bitcoin avança para US$ 91 mil no último dia de novembro, mas fecha o mês com queda de 16% em meio a aversão ao risco. (Imagem: Montagem/Canva Pro)

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 91 mil na tarde deste domingo (30), operando com uma alta de 1,10%. O mercado global de criptomoedas avança no último dia de novembro, em um mês marcado por aversão ao risco global e por fatores macroeconômicos que pesam no comportamento dos preços.

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O bitcoin caminha para o fechamento de um mês difícil. A criptomoeda começou novembro próxima de US$ 114 mil, mas caiu cerca de 16% ao longo do mês e encerra próxima ao suporte psicológico entre US$ 90 mil e US$ 92 mil.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

# Nome Preço 24h % 7d % YTD %
1 Bitcoin (BTC) US$ 91.305,67 +1,10% +5,26% -2,24%
2 Ethereum (ETH) US$ 3.035,57 +2,13% +8,59% -8,88%
3 Tether (USDT) US$ 1 -0,05% +0,05% +0,22%
4 XRP (XRP) US$ 2,19 -0,03% +7,27% +5,1%
5 BNB (BNB) US$ 895,21 +2,52% +5,88% +27,70%
6 Solana (SOL) US$ 138,15 +1,57% +4,85% -26,99%
7 USDC (USDC) US$ 1 -0,03% +0,03% 0,01%
8 TRON (TRX) US$ 0,2827 +0,64% +2,76% +11,21%
9 Dogecoin (DOGE) US$ 0,1498 +1,37% +3,17% -52,52%
10 Cardano (ADA) US$ 0,4243 +2,59% +3,53% -49,70%

Fonte: Coin Market Cap.

Bitcoin (BTC): Cenário macro pesou em novembro

O bitcoin já vinha pressionado após o chamado “Uptober”, período em que os investidores esperam alta nas cotações, terminar com uma queda leve de 3%. Embora pequena para os padrões da criptomoeda, a retração impactou o sentimento otimista do mercado.

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O shutdown do governo dos Estados Unidos também complicou o cenário, suspendendo a divulgação de dados econômicos e deixando os investidores sem referências claras até meados de novembro. A paralisação afetou ainda as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve — um fator relevante para o bitcoin, que tende a subir em ambientes de liquidez mais favorável.

A ausência de catalisadores positivos, combinada com o sentimento mais pessimista dos investidores em relação ao futuro, contribuiu para a queda do BTC em novembro. Estruturalmente, a saída de US$ 1 bilhão de ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos, que vinham sustentando preços mais altos, também pressionou a criptomoeda.

“A combinação entre incertezas sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos, correção nas big techs e preocupações com inflação levou a saídas relevantes dos ETFs à vista de Bitcoin, que acumularam mais de US$ 1 bilhão no período”, relembra Sarah Uska, analista de criptoativos do Bitybank.

Apesar da pressão, a analista aponta que alguns sinais técnicos mostraram que parte da alavancagem já foi limpa, com forte redução das reservas de BTC nas exchanges e realocação para carteiras próprias, o que costuma diminuir o potencial de venda imediata.

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Para dezembro, a dinâmica permanece altamente dependente das decisões do Federal Reserve e dos indicadores econômicos dos Estados Unidos.

“Se o Fed sinalizar maior probabilidade de corte de juros, o mercado tende a reagir de forma positiva, já que um ambiente de política monetária mais branda costuma favorecer ativos de risco e melhorar a liquidez global. Caso a instituição mantenha os juros e adote uma comunicação neutra, o cenário deve permanecer volátil, com movimentos mais curtos e sensíveis aos dados de inflação e emprego”, afirma.

Já uma postura mais dura, indicando preocupação com a persistência inflacionária e menos espaço para cortes, pode fortalecer o dólar e renovar a pressão sobre criptomoedas, especialmente em um momento de fluxos institucionais ainda fragilizados.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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