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Banco do Brasil (BBAS3) pede repactuação de R$ 4,1 bilhões em dívida híbrida com o Tesouro e prevê alívio de capital até 2027

25 fev 2026, 20:20 - atualizado em 25 fev 2026, 20:20
Banco do Brasil
(Imagem: Paulo Whitaker/REUTERS)

O Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta quarta-feira (25) que solicitou aos órgãos competentes a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional em 2012.

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O IHCD é um instrumento que combina características de dívida e de capital e foi utilizado para reforçar a estrutura de capital do banco. Na prática, trata-se de um aporte feito pelo Tesouro que precisa ser devolvido conforme um cronograma previamente estabelecido.

Dos R$ 8,1 bilhões originalmente emitidos, ainda restam R$ 4,1 bilhões a serem pagos, de acordo com o calendário aprovado em 2021.

O Banco do Brasil pediu o adiamento desses pagamentos, propondo duas parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e julho de 2027, uma parcela de R$ 1 bilhão em julho de 2028 e uma parcela final de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.

Caso a repactuação seja aprovada, o BB estima preservar 8 pontos-base (bps) de capital em 2026 e também em 2027. Já em 2028 e 2029, o impacto projetado seria um consumo de capital de 8 bps e 22 bps, respectivamente. Até que o pedido seja analisado e eventualmente aprovado, permanece válido o cronograma de devolução definido em 2021.

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Segundo o banco, a proposta faz parte de um conjunto de medidas prudenciais adotadas desde 2025 para reforçar o capital, em linha com o seu Plano de Capital de médio prazo.

Entre as iniciativas já implementadas está a redução do payout — percentual do lucro distribuído aos acionistas — para 30% em 2025 e 2026.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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