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Azul (AZUL54) conclui oferta de ações bilionária como parte de sua reestruturação; acionistas encaram diluição

07 jan 2026, 8:14 - atualizado em 07 jan 2026, 8:14
Azul
A Azul obteve aprovação de seu conselho de administração para efetivar a oferta pública de distribuição primária de ações. (Imagem: iStock/Matheus Obst)

A Azul (AZUL54) obteve aprovação de seu conselho de administração para efetivar a oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais, protocolada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de dezembro de 2025.

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De acordo com o fato relevante divulgado na noite de terça-feira (6), o aumento de capital da companhia aérea ocorrerá por meio da emissão de 723.861.340.715 novas ações ordinárias, o preço por ação de R$ 0,00013527, e 723.861.340.715 novas ações preferenciais, ao preço por ação de R$ 0,01014509, conforme já anunciado.

Dessa maneira, o montante total da oferta atinge os R$ 7,44 bilhões. Do total, R$ 7,34 bilhões correspondem às ações preferenciais (PN), enquanto R$ 97,9 milhões referem-se às ordinárias (ON).

O novo capital social da Azul é de R$ 14.573.410.376,60, dividido em 1.450.747.686.304 ações, sendo:

  • 725.990.305.836 ações ordinárias;
  • 724.757.380.468 ações preferenciais, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.

A oferta prioritária teve seu direcionamento para os atuais acionistas da companhia, e a oferta institucional para investidores profissionais.

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Como incentivo adicional, a Azul deu aos subscritores um bônus de subscrição para cada ação (ordinária ou preferencial) integralizada. Cada bônus dará ao investidor o direito de subscrever novas ações no futuro.

No processo para melhorar seu balanço, transformando credores em acionistas e reduzindo a dívida em dólar, a aérea caminha no seu processo de reestruturação que deve resultar na saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), que entrou no ano anterior.

Em contrapartida, no entanto, ocorre uma diluição massiva dos acionistas existentes, conforme apontou o Bradesco BBI, em relatório após o anúncio da oferta.

Mudança no ticker e lotes de ações

O processo de oferta de ações da Azul implicou na mudança das negociações das ações.

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Desde o dia 23 de dezembro de 2025, a companhia adotou a partir o código AZUL54, que corresponde a um lote padrão de 10 mil ações. As ações preferenciais objetos da oferta terão as negociações iniciadas em 8 de janeiro de 2026.

Também na quinta-feira (8), as ações ordinárias iniciam as negociações sob o código AZUL53, com um lote padrão inda maior, de 1 milhão de ações. Esses papéis são os que devem permanecer no pregão da B3, já que a companhia pretende converter toda a base acionária em ações ordinárias (leia mais abaixo).

Reestruturação da Azul

No início de dezembro, a aérea recebeu a aprovação da Justiça dos Estados Unidos para o plano de recuperação judicial. O plano prevê justamente a conversão de grande parte da dívida pré-existente em ações e permite que a captação de recursos com a venda de novos papéis.

Alguns dias depois, o conselho de administração da Azul convocou uma assembleia geral extraordinária e uma assembleia especial em 12 de janeiro de 2026 para deliberar sobre o fim de suas ações preferenciais e transformar todo o capital da companhia em ações ordinárias, movimento que também faz parte do plano de recuperação judicial.

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A proposta da companhia prevê que cada ação preferencial (AZUL4) seja convertida em 75 ações ordinárias (AZUL3). Segundo o comunicado ao mercado, a proporção foi estabelecida pela administração com base na relação econômica existente entre as ações preferenciais e as ações ordinárias.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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