Auren (AURE3) salta 7% nesta quinta-feira (3); o que explica a alta das elétricas?

As elétricas brilham no Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (3), em dia em que o mercado digere as tarifas de reciprocidade impostas pelos Estados Unidos.
Ontem, o presidente Donald Trump apresentou um programa de medidas protetivas que ampliam os impostos de importação em até 49%, dependendo de cada parceiro comercial. O Brasil foi taxado em 10%.
Enquanto o IBOV opera volátil, mas entregando a única alta entre bolsas globais, o alívio nas taxas de juros futuros beneficia o setor elétrico.
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O movimento está em linha com queda de mais de 1% do dólar ante o real, além da que de rendimentos das treasuries, na esteira da repercussão do autointitulado “Dia da Libertação” promovido por Trump na véspera.
A Auren (AURE3) liderou as altas do Ibovespa, com avanço de 7,58%, a R$ 7,95, seguida por Energisa (ENGI11), com avanço de 4,23%, a R$ 42,17, Eletrobras (ELET3)subiu 1,65%, a R$ 41,37, e Engie (EGIE3) avançou 4,74%, a R$ 39,98.
Além das elétricas, outros nomes mais cíclicos também do varejo e setor de construção e shopping registravam altas no Ibovespa no mesmo horário. Acompanhe o tempo real.
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O que está por trás da alta do Ibovespa?
Um dos motivos que explicam alta do Ibovespa é que a alíquota de 10% sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos ficou abaixo do esperado pelo mercado.
O índice encerrou com leve queda aos 131.140 pontos. Mais cedo, o IBOV chegou a avançar mais de 1%.
“A tarifa é ruim para todo mundo, mas, comparativamente, o Brasil está melhor que os pares emergentes”, afirma Frederico Nobre, gestor de investimentos da Warren.
Na mesma linha, a XP Investimentos avalia que as tarifas “menos severas” impostas ao Brasil podem posicionar o país como menos exposto ao risco tarifário, “beneficiando-se de uma contínua rotação de fluxos de capital para fora dos EUA”.
O impacto da tarifa também pode ser limitado, na avaliação do analista Rafael Passos, da Ajax Asset.
As exportações brasileiras para os EUA equivalem a aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, enquanto as importações de produtos norte-americanos representam cerca de 12% (próximo a 2,2%) das vendas totais do país.