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As dez ações de dividendos preferidas pelos analistas em julho

Arena do Pavini - 10/07/2018 - 9:40

Arena do Pavini – As carteiras de dividendos, que buscam ações de empresas com boa distribuição de lucros aos acionistas e com preços convidativos, ganham maior atratividade no ambiente de maior instabilidade que o mercado vem enfrentando desde maio e que pode continuar no segundo semestre, pelo menos até a eleição presidencial. A queda dos preços das ações também torna os retornos (dividend yields) mais interessantes pois o lucro distribuído na forma de dividendo ou juro sobre capital próprio passa a representar um valor maior do valor da aplicação na compra do papel.

Neste ano, o Índice de Dividendos (IDIV) registra baixa de 4,7%, sendo 4,3% somente em junho. Em 12 meses, o índice ainda sobe 11,6%. Já o Índice Bovespa caiu 1,8% em 2018, com -5,2% em junho e alta de 20,1% em 12 meses.

Neste mês, três corretoras passaram a divulgar carteiras de dividendos, Spinelli, agora associada à Concórdia, Mirae e BB Investimentos. Com isso, são 11 as carteiras acompanhadas pelo Portal do Pavini. Dessas corretoras, foi possível selecionar 10 ações com pelo menos três indicações, sendo que a preferida, a unit (recibo de ações) da Taesa teve sete indicações, enquanto a Telefônica Brasil PN, dona da Vivo, teve seis. Algumas corretoras divulgaram também a expectativa de retorno em dividendos das ações indicadas, e que mostram potencial de retorno de até 13% ao ano em papéis como Copasa (CSMG3) e MVR.

No caso do BB Investimentos, foram criadas duas carteiras de dividendos, uma chamada de Legacy, que foca empresas consolidadas e pagadoras de dividendos, que é a usada neste levantamento. Outra carteira, a Momentum busca, além do dividendo, o crescimento da empresa. Segundo o BB (BBAS3), a carteira de dividendos preconiza companhias com histórico e consistência na distribuição de lucros aos acionistas ao longo do tempo e possui um desdobramento prospectivo para empresas cujo potencial de crescimento de lucros e dividendos sugere que comporão, na visão dos analistas, o primeiro time de boas pagadoras. O prazo desta carteira é anual, mas seu monitoramento também é constante. Eventuais revisões são periódicas, sem obedecer a um calendário fixo, diz o BB.

O Bradesco (BBDC4) estima um retorno médio de 9,4% para a carteira de dividendos. Para este mês, o banco optou por excluir as ações ON da Ambev (ABEV3) e substituí-las pelas da bolsa B3.

Já a Guide Investimentos realizou uma troca pontual na carteira, para reduzir (ainda mais) a volatilidade do portfólio. Assim, optamos por retirar os papéis da BR Distribuidora (BRDT3) (em meio ao risco eleitoral e impactos da paralização dos caminhoneiros) e aumentar a exposição em Taesa (considerada mais defensiva). A taxa de retorno em dividendo anual (dividend yield) estimado para a carteira para os próximos 12 meses está por volta de 6,1%.

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