Mercados

As 5 principais notícias do mercado nesta sexta-feira

18 maio 2018, 9:30 - atualizado em 18 maio 2018, 9:30

Investing.com – Confira as cinco principais notícias desta sexta-feira, 18 de maio, sobre os mercados financeiros:

1. Aumentam as dúvidas a respeito das negociações comerciais entre China e EUA

Com os EUA e a China preparados para continuar as negociações comerciais nesta sexta-feira em Washington, o país asiático jogou um balde de água fria nas informações de que haveria disposição de reduzir seu superávit comercial com os EUA em US$ 200 bilhões por ano importando mais produtos americanos.

A notícia da oferta vazou na quinta-feira através da administração Trump, mas duas publicações na rede social estatal chinesa contestaram o relatório na sexta-feira, enquanto uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores disse que tal oferta não foi feita com base em seu conhecimento.

Em um tom mais conciliador, a China disse na sexta-feira que é está encerrando a sua investigação antidumping e antissubsídios sobre importações de sorgo dos EUA.

Essas notícias acompanham as próprias palavras de Trump, que afirmou duvidar que as negociações comerciais com a China seriam bem sucedidas. “Outros países se tornaram muito mimados porque sempre conseguiram 100% do que quiseram dos Estados Unidos”, disse o presidente em um comunicado na quinta-feira.

2. Discursos de membros do Fed a serem observados em dia com poucos dados

Sem grandes relatórios econômicos norte-americanos a serem divulgados nesta sexta-feira, investidores irão se concentrar em uma série de aparições públicas de decisores do Federal Reserve para avaliar os planos da trajetória de aumento dos juros neste ano.

Loretta Mester, presidente do Fed de Cleveland, realizou um discurso na terceira conferência anual do Banco Central Europeu sobre política e pequisa macroprudenciais, às 09h00 em horário local (04h00 em horário de Brasília). Ela se concentrou principalmente em regulamentação bancária, alertando contra medidas tomadas durante a crise financeira. Mester foi otimista sobre a economia, dizendo que a perspectiva era tão forte quanto foi “há muito tempo”.

Tanto Lael Brainard, diretora do Fed, quanto Robert Kaplan, chefe do Fed de Dallas, farão aparições públicas separadas às 10h15.

O próximo aumento da taxa está totalmente precificado para a reunião de 12 a 13 de junho, embora os mercados permaneçam incertos se haverá, após o aumento visto em março, um total de três ou quatro aumentos em 2018. Apostas de um quarto aumento em dezembro estavam acima de 50% na sexta-feira, de acordo com o Monitor da Taxa da Reserva Federal do Investing.com.

Enquanto são esperadas indicações dos decisores, o dólar estava praticamente inalterado frente aos principais rivais nesta sexta-feira, flutuando próximo à máxima de cinco meses.

3. Petróleo na direção ganhos sólidos na semana antes de dados sobre a produção de shale oil dos EUA

O petróleo estava em alta na manhã desta sexta-feira, flutuando pouco abaixo da máxima intradiária de três anos e meio atingida no dia anterior, já que iminentes sanções contra o Irã, a contínua crise econômica na Venezuela e forte demanda continuavam a sustentar os preços.

Os investidores aguardam nesta sexta-feira a mais recente apresentação semanal da atividade de extração da Baker Hughes, que fornecerá aos investidores uma nova visão sobre a produção e demanda de petróleo dos EUA.

Os dados da semana passada mostraram que o número de sondas de petróleo ativas nos EUA subiu pela sexta semana consecutiva, alimentando preocupações de que o aumento da produção estadunidense poderia eventualmente atrapalhar os esforços conduzidos pela Opep para reduzir a produção e equilibrar os mercados.

Contratos futuros de petróleo bruto nos EUA subiam 0,28% e atingiam US$ 71,69 às 06h55, enquanto o petróleo Brent avançava 0,52% para US$ 79,71 após ter chegado à máxima intradiária de US$ 80,50.

4. Mercado futuro dos EUA aponta para abertura em alta, Dow em direção a leve declínio na semana

O mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura em ligeira alta, com o Dowatualmente em direção de perdas na semana em torno de 0,5%. As preocupações geopolíticas têm sido o principal mobilizador do mercado nesta semana, com as vendas no varejo tendo sido os únicos dados econômicos importantes e enquanto a temporada de resultados chega ao fim. Deere & Company (NYSE:DE) e Campbell Soup Company (NYSE:CPB) estarão entre as empresas que divulgarão seus resultados antes da abertura desta sexta-feira.

Às 06h56, o blue chip futuros do Dow ganhava 76 pontos, ou 0,30%, os futuros do S&P 500 subiam 7 pontos, ou 0,24%, enquanto o índice futuro de tecnologia Nasdaq 100 tinha alta de 19 pontos ou 0,28%.

Do outro lado do Atlântico, bolsas europeias estavam em baixa nesta sexta-feira, mas ainda estavam na direção da oitava semana consecutiva de ganhos, sustentadas por um rali nas ações do setor energia e pelo euro mais fraco, o que ajudou os investidores a deixarem de lado preocupações com a Itália.

Mais cedo, bolsas asiáticas fecharam em alta, já que investidores pareciam levar a sério o anúncio da China de que encerraria uma investigação antidumping sobre as importações de sorgo dos EUA enquanto as negociações bilaterais avançavam para o segundo dia em Washington.

5. Desaceleração da inflação japonesa continua pelo segundo mês

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a inflação japonesa desacelerou pelo segundo mês consecutivo, registrando aumento de {{ec-992|0,6%}}, frustrando expectativas de que ficaria em 0,7%.

A mais recente desaceleração nos preços ao consumidor provavelmente irá aumentar as questões sobre a sustentabilidade do programa de estímulo do Banco do Japão, que acredita-se amplamente tanto estar nos limites de suas alçadas quanto estar produzindo resultados cada vez menores.

A economia do Japão contraiu mais do que o esperado no início deste ano, sugerindo que o crescimento atingiu o pico após a melhor expansão em décadas.

Embora analistas esperem que o crescimento se recupere no atual trimestre, qualquer sinal de que a economia atingiu um patamar de estagnação poderia elevar ainda mais as expectativas do mercado de uma saída da política monetária acomodatícia.

Às 07h01, o par USD/JPY avançava 0,18% para 110,96.

Por Investing.com

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