Argentina dolarizada? Veja quais países já fazem o que Milei pretende para os ‘hermanos’
No próximo domingo (19), ocorrem as eleições presidenciais na Argentina, em um segundo turno disputado pelo ultraliberal Javier Milei e o peronista Sergio Massa, atual ministro da Economia do país. Um dos principais planos de Milei é a dolarização no país.
Conforme informações do Valor Econômico, em caso de vitória, Milei pretende nomear Emilio Ocampo para a presidência do Banco Central. Suas duas tarefas seriam trocar a moeda local, o peso, pelo dólar e, em seguida, conduzir a extinção do próprio Banco Central.
Ao longo da campanha, o candidato ultraliberal e sua equipe vem declarando que a dolarização já é uma realidade no país e só não vê quem não quer, argumentando que, segundo suas contas, os argentinos guardam US$ 175 bilhões em moeda física, além de US$ 44 bilhões em contas no exterior e US$ 19,5 bilhões em depósitos em dólar em bancos locais.
Dessa maneira, apenas trabalhadores assalariados e os mais pobres seriam penalizados na atual situação, já que não têm acesso a dólares, segundo Ocampo.
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Quais países são dolarizados
Equador, El Salvador e Panamá são países dolarizados, ou seja, utilizam o dólar como moeda principal nas relações em transações comerciais.
No Equador, o processo iniciou nos anos 2000. À época, a economia enfrentava uma crise, levando o país a hiperinflação, instabilidade bancária e desvalorização do sucre, a moeda local que operava no Equador.
Já em El Salvador, a dolarização veio um ano após no Equador, quando o país passou a utilizar duas moedas oficiais: o cólen e o dólar. Apesar de ter se mantido a moeda local, com o passar do tempo, o dólar foi ganhando mais espaço, fazendo com que gradualmente passasse a ser a única moeda utilizada.
O Panamá tem como moeda oficial o balboa. Contudo, o uso do dólar americano é amplamente difundido no país, além da relação de paridade fixa por conta de estreita relação econômica e comercial com os Estados Unidos.