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Após balanços, Marfrig tem forte queda e JBS sobe quase 3% na bolsa

15 ago 2018, 11:17 - atualizado em 15 ago 2018, 11:54

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Por Investing.com – A sessão desta quarta-feira tem como um dos destaques a reação do mercado aos balanços dos grupos frigoríficos Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3), ambas registrando aumento do prejuízo no segundo trimestre do ano. Apesar disso, os investidores reagem de forma distintas, com a Marfirg perdendo 3,49% a R$ 6,89, enquanto JBS tem valorização de 2,91% a R$ 9,18.

Sobre a Marfrig, a equipe do BTG Pactual (BPAC11) destacou em nota a clientes que o resultado foi operacionalmente forte, mas confuso e com queima de caixa, bem como o comportamento do endividamento mostra necessidade da venda da unidade norte-americana Keystone.

Em relação à JBS, analistas do Santander (SANB11) afirmaram que a forte demanda por carne bovina no mercado norte-americano contribuiu com sólidos resultados operacionais, mas destacaram que o desempenho da divisão brasileira de carne bovina surpreendeu, com as receitas de exportação acelerando substancialmente durante o trimestre, contribuindo para a recuperação em margens operacionais.

A Coinvalores destacou o aumento do prejuízo das companhias. A JBS apresentou prejuízo líquido de R$ 911,1 milhões no 2T18, contra um lucro líquido de R$ 309,8 milhões visto no mesmo período do ano anterior, reflexo do impacto da variação cambial.

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Já o resultado final da Marfrig foi impactado pela adesão da empresa ao programa de renegociação da dívida do Funrural e também pelo impacto da apreciação cambial sobre os juros e dívida. Na parte operacional já ajustado pela aquisição da National Beef, a Marfrig, apresentou crescimento de receita líquida e EBITDA, reportando alta de 21% e 87% em relação ao reportado no 2T17, respectivamente.

A JBS também apresentou melhores números operacionais com aumento de 12,8% no EBITDA, mesmo com os problemas enfrentados com a greve dos caminhoneiros no Brasil e crescimento 8,4% em sua receita líquida.

A corretora verificou que o grande causador da queda no resultado final das companhias foi a apreciação do dólar sobre o valor em reais das dívidas em moeda estrangeira, pois as duas companhias conseguiram melhorar suas vendas e acabaram elevando sua geração de caixa em meio ao cenário mais desafiador.

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