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Aplicativo sobre protestos para manifestantes catalães não funciona em iPhones

Bloomberg - 17/10/2019 - 15:39
Políticas restritivas são por questões de segurança, disse o Tsunami Democrático, grupo que organiza os protestos e que criou o aplicativo (Imagem: Pixabay)

Ativistas independentistas catalães em busca de informações sobre como participar do próximo protesto contra a Espanha podem contar com um aplicativo, lançado há dois dias, para obter detalhes sobre quando e para onde ir. O único problema: o aplicativo não funciona em iPhones.

Quando ativistas que utilizam iPhones perguntaram por que foram excluídos, o Tsunami Democrático, o grupo que organiza os protestos e que criou o aplicativo, respondeu que é simplesmente por questões de segurança.

A explicação é que a “App Store” da Apple tem políticas restritivas para esses aplicativos e já “censurou” mecanismos semelhantes para manifestações em Hong Kong, afirmou o Tsunami Democrático em comunicado publicado na quarta-feira em redes sociais e plataformas de mensagens instantâneas.

O aplicativo foi lançado na terça-feira, um dia após a sentença da Suprema Corte espanhola que condenou nove líderes separatistas a um total de 100 anos de prisão, somando todas as penas, o que provocou protestos e três dias de tumultos nas ruas de Barcelona.

O ministro do Interior interino da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, disse que seu ministério vai investigar quem está por trás do Tsunami Democrático, que tem mobilizado grandes manifestações, incluindo um grande protesto no aeroporto de Barcelona. A polícia prendeu 96 pessoas.

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Os usuários do Android devem baixar o aplicativo por meio de um link, sem precisar acessar a loja de aplicativos do Google. Mas baixar o aplicativo é apenas o primeiro passo. Quando o programa já estiver instalado, é necessário um código QR para acessá-lo e a única maneira de obter o código é de alguém que já o possui – uma estratégia que, segundo os ativistas, vai ajudar a limitar quem tem acesso às informações.

O aplicativo foi divulgado na terça-feira e, na quarta à tarde, havia sido baixado 150 mil vezes, segundo comunicado do Tsunami Democrático.

A assessoria de imprensa da Apple em Madri não respondeu imediatamente a e-mails e telefonemas com pedidos de comentários.

Última atualização por Diana Cheng - 17/10/2019 - 15:39