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Americanas (AMER3) pode pedir recuperação judicial nos próximos dias ou horas

19 jan 2023, 9:24 - atualizado em 19 jan 2023, 9:53
Lojas Americanas
Realidade do caixa da Americanas hoje é de R$ 800 milhões disponíveis (Imagem: Flávya Pereira/Money Times)

A Americanas (AMER3) disse nesta quinta-feira (19) que pode pedir recuperação judicial “nos próximos dias ou potencialmente nas próximas horas”. A informação foi divulgada em resposta à solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questiona os R$ 800 milhões disponíveis no caixa da varejista.

Em fato relevante, a companhia afirmou que, embora o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tenha determinado o bloqueio de R$ 1,2 bilhão da Americanas em favor do BTG Pactual (BPAC11), o caixa da companhia é de “apenas R$ 800 milhões”.

De acordo com a varejista, “parcela significativa deste valor estava injustificadamente indisponível para movimentação pela companhia na data de ontem”.

Segundo levantamento dos escritórios de advocacia Lara Martins Advogados, Mingrone e Brandariz, a Americanas deve ocupar o quarto lugar entre as maiores operações de recuperação judicial já realizadas no Brasil. O estudo leva em consideração a dívida confessa da varejista de R$ 40 bilhões.

Briga na Justiça

Na quarta-feira (18), após duas derrotas na Justiça, o BTG conseguiu que a Justiça concedesse liminar suspendendo a decisão a favor da Americanas que bloqueava a execução de dívidas por parte dos bancos.

Apesar disso, a decisão só beneficia o BTG. No documento, o desembargador Flávio Marcelo de Azevedo Horta diz que há necessidade de diligência com o fim de se evitar a utilização do instrumento como meio de fraude a credores.

“Há, portanto, além do cuidado inerente à espécie, necessidade de se realizar prévio diagnóstico da empresa, a fim de aferir a real situação econômico-financeira e jurídica antes de optar por alguma ferramenta de resguardo e soerguimento, sobretudo medidas que podem tornar-se irreversíveis”, colocou.

Considerando estimativas do JPMorgan e do Citi, o BTG tinha exposição de R$ 1,9 bilhão à varejista, o que representava cerca de 1,5% dos empréstimo.

Veja o comunicado da Americanas:

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