Ambev (ABEV3): Lucro avança 11% e atinge R$ 5 bilhões no 4T24, acima das estimativas
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A Ambev (ABEV3) reportou um lucro líquido de R$ 5 bilhões no quarto trimestre de 2024, um salto de 11% em relação ao mesmo período de 2023, quando lucrou R$ 4,5 bilhões.
A cifra supera o consenso do mercado, que esperava um lucro líquido de R$ 4,6 bilhões, segundo dados reunidos pelo BTG Pactual.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mensura o potencial de geração de caixa operacional, cresceu 34,5% no ano, atingindo R$ 9,6 bilhões no último trimestre de 2024. A margem Ebitda ajustada ficou em 35,6%.
A linha de receita líquida registrou um avanço de 35,% na base anual, saindo de R$ 19,9 bilhões para R$ 27 bilhões no quarto trimestre de 2024.
Para este ano, a companhia aponta que a volatilidade continuará sendo uma realidade e esperam enfrentar maior pressão de custos do que em 202, tendo uma taxa média de hedge de real/dólar em R$ 5,49 (+10,3%), e os preços de hedge de alumínio também são um vento contrário.
Assumindo os preços atuais de câmbio e commodities, a Ambev estima que o CPV (custo do produto vendido) por hectolitro excluindo depreciação e amortização em Cerveja Brasil cresça entre 5,5% e 8,5%.
“No entanto, continuaremos trabalhando para encontrar oportunidades e aumentar eficiência, em busca da nossa ambição de expandir as margens consolidadas”, diz a Ambev.
Outros números do balanço
No quarto trimestre de 2024, os volumes totais caíram 3,2%, impactados, segundo a companhia, por uma indústria difícil na Argentina e por clima adverso no Brasil.
Os volumes caíram 6,8% na América Latina Sul. Já no Brasil o recuo foi de 2,8%, enquanto permaneceram praticamente estáveis, com recuo de 0,1% na América Central e Caribe. No Canadá, houve crescimento de 4%.
Em 2024 em sua totalidade, o lucro ajustado da companhia foi de R$ 14,8 bilhões, uma queda de 2,3% em comparação com os R$ 15,2 bilhões registrados em 2023, o que é atribuído pela Ambev ao aumento das despesas com imposto de renda no Brasil mais do que compensou o crescimento do Ebitda ajustado e melhor resultado financeiro líquido.
Veja o balanço da Ambev