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Alpargatas: Vender Havaianas para gringos é decisivo para ações

Renan Dantas - 13/06/2019 - 17:07
Juntas, as “sandálias internacionais” e a Topper/Têxtil Argentina somaram 35% da receita líquida(Imagem: Instagram Havaianas Argentina)

Em análise divulgada na última quarta-feira (12), a Bradesco Corretora alterou a recomendação de compra da Alpargatas (ALPA4) para neutra, com preço-alvo de R$ 18,00 (revisado de R$ 17). No documento, a equipe de análise destaca que após uma valorização de 32% das ações no ano, a relação risco/retorno não está mais assimétrica.

“Agora, as ações refletem um cenário mais realista de crescimento do volume de um dígito no segmento doméstico e uma taxa média de crescimento anual do volume de 9% para o segmento internacional nos próximos cinco anos, além de ganhos de margem”, observam os analistas Richard Cathcart e Flávia Meireles.

Cenário internacional

Além disso, os analistas ressaltam que a expansão do cenário internacional pode implicar em valorização adicional. A empresa tem investido em mercados-chave como China e EUA. Por outro lado, uma piora do crescimento mundial pode derrubar o preço-alvo para R$ 16,00.

Isso seria resultado de um avanço mais lento das vendas na China e Índia e demora da recuperação do mercado argentino. Para 2019, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou um desaceleração de 1,2% para a economia argentina. Com isso, a Argentina pode não retornar ao seu volume máximo de 3 milhões de pares.

O mercado externo vem sendo uma grande fonte de receitas da Alpargatas. No primeiro trimestre de 2019, a empresa teve um aumento no volume internacional de 2%. Juntas, as “sandálias internacionais” e a Topper/Têxtil Argentina somaram 35% da receita líquida da companhia no período.

Cathcart e Meireles ainda observam que o crescimento nos últimos anos decepcionou, com o volume caindo de um pico de cerca de 35 milhões de pares de Havaianas em 2014 para cerca de 27 milhões em 2018.

“Esperamos ver um retorno ao crescimento em 2019 apoiado pela implementação de uma nova estrutura de gestão de escritórios locais em cada região”, explicam. O volume de vendas pode retornar aos níveis de pico (35 milhões de pares) até 2021 e superar os 40 milhões os pares de até 2023.

Última atualização por Renan Dantas - 13/06/2019 - 17:07