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Agressiva, focada em cliente e market share: Cielo quer voltar pro jogo

Valter Outeiro da Silveira - 29/01/2019 - 15:15

Busca intermitente pela satisfação dos clientes, por ser “Top of Mind” desde 2004: esta foi a bandeira levantada incessantemente pela Cielo (CIEL3) durante a coletiva de imprensa antes da divulgação dos resultados, tanto pelo CEO (Chief Executive Officer) Paulo Caffarelli quanto pelo diretor de RI (Relações com Investidores) Victor Schabbel.

Além do foco extremo no relacionamento com os clientes, a Cielo garantiu abrir mão das margens para ter ganhos de market share, ressaltando certos procedimentos já tomados pelo management: readequação de preços e contratação de 1.500 novos vendedores, sendo 500 terceirizados para atuação exclusiva com os MEIs (microempreendedores).

O foco na clientela é tamanho que a remuneração de todos os funcionários está atrelada ao nível de satisfação com os consumidores. “Nosso variável vai ter uma influência direta na satisfação dos clientes”, disse Caffarelli. “Poderemos ter demorado para voltar ao jogo, mas estamos voltando pro jogo de uma forma bem agressiva”, afirma.

Tradeoff entre margem e market share

“A vida é feita de escolhas: crescimento ou market share”, disse Caffarelli, em referência clara à nova política competitiva da companhia. “Quem tiver escala vai ganhar o jogo”, completou, ao destacar dois segmentos preponderantes nesta nova fase da companhia: PMEs (pequenas e médias empresas) e MEIs. “Voltamos pesado para o jogo”, dispara.

Questionado sobre se a Cielo entrará na guerra atual de preços, Caffarelli foi enfático: “quem define preço é mercado”. No entanto, o executivo destaca a posição da companhia. “Precisa saber se as empresas que estão nesta briga tem robustez para enfrentar isso”.

“A contratação de 1.000 novos funcionários já tem se mostrado agressiva”, afirmou o CEO. “Quem tiver escala vai ganhar o jogo”, completa.

Dividendos em dia

Em relação a simultaneidade de pagamento de dividendos e o uso de caixa para auferir ganhos de market share, o CEO ressaltou o elevado nível de caixa da companhia. “Nossa geração de caixa é bastante superior ao lucro que a gente entrega”, completou Schabbel.

Underperform

Diante da teleconferência de resultados, o Credit Suisse divulgou relatório para as ações da Cielo, reiterando a recomendação underperform (performance abaixo da média do mercado), devido a nova precificação de sua base de clientes, além do maior ambiente competitivo e possíveis mudanças regulatórias no setor.

O preço-alvo para as ações é de R$ 9,00 para 12 meses, o que equivale a um downside (potencial de desvalorização) de 18% em relação ao último fechamento.

A despeito da recomendação negativa do banco suíço, as ações da Cielo operam com valorização de 1,10% neste pregão.

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