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Ação da Oi tem assimetria entre risco e retorno, avalia Credit Suisse

Gustavo Kahil - 26/02/2018 - 17:02

Em uma análise publicada nesta segunda-feira (26), os analistas Daniel Federle, Felipe Cheng e Juan Pablo Alba do Credit Suisse calcularam que após assumir algumas premissas, as ações da Oi (OIBR3) assumem uma chance de 95% de os detentores dos títulos da dívida escolherem a alternativa de conversão.

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Segundo publicado pelo jornal português Negócios neste domingo, “os credores da Oi têm até segunda-feira, 26 de Fevereiro, para escolherem a opção de pagamento no âmbito do plano de recuperação judicial da operadora brasileira, que tem a Pharol como acionista. O prazo de 20 dias úteis começou a contar no dia 6 de fevereiro. Mas segundo algumas sociedades de advogados que representam obrigacionistas portugueses, ‘é muito curto’”.

“Portanto, se isso for verdade, os preços das ações estão atualmente refletindo que todos os detentores de títulos que são elegíveis para converter poderão fazê-lo. Vemos um retorno de risco assimétrico, uma vez que uma parte dos detentores de títulos pode enfrentar dificuldades no processo (como sugerido pela notícia)”, apontam os analistas.

O banco explica que quanto mais credores não aceitarem as alternativas e forem classificados em como “termos gerais de pagamento”, que preveem um corte de aproximadamente 95% no valor devido, maior é o potencial de valorização para os papéis da tele. A avaliação é de que uma aceitação de 70%, por exemplo, traria um upside de 44% em relação ao nível de R$ 3,78. Enquanto que a 95%, o potencial cai a zero. Em 82,5%, o upside seria de 20%.

A recomendação do Credit Suisse é neutra, com preço-alvo de R$ 2,40.

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