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A rede do futuro: o que é o 5G, quais são os seus custos e quem está ganhando com isso

Diana Cheng - 25/02/2019 - 16:58
(Pixabay)

Pensar em um mundo em que não existe a possibilidade de usar todos os recursos fornecidos pela internet parece difícil de imaginar. Com a chegada da rede 5G, pode-se esperar uma nova série de aplicações que promete facilitar e agilizar os compromissos do dia a dia. Mas quem lucra com toda essa abundância de inovação e investimento? É o que Simon London, diretor de comunicações digitais da McKinsey & Company, debate no episódio de fevereiro do McKinsey Podcast.

Segundo London, a pergunta é bem mais complicada do que pode parecer. Por isso, foram convidados para debater Philipp Nattermann e Ferry Grijpink, dois parceiros da empresa, para explicar um pouco sobre o 5G e o que se pode esperar da rede nos próximos anos.

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A rede do futuro

O 5G é a próxima evolução da rede de telefonia, tendo como principais características sua grande velocidade e muito espaço para IoT (Internet of Things), permitindo realizar diversas utilidades usando menos bateria. “Nós achamos que iria ser inaugurada depois de 2020”, revelou Grijpink. “Agora vemos muitas empresas planejando lançar comercialmente em 2019”.

O entrevistado ainda disse que, mais do que lançar o 5G como serviço direto para o consumidor, a indústria tem outras finalidades para a rede. “Estamos falando sobre carros. Estamos falando sobre outras aplicações. E nesse quesito o 5G lembra muito o 3G. Quando os operadores estavam distribuindo o 3G na Europa em 2003 e 2004, eles construíram uma linda e brilhante rede que poderia oferecer dados muito rápidos. Ninguém tinha ideia alguma do que fazer com isso naquela época”, afirma.

Nattermann concorda com Grijpink, e endossa: “A novidade do jogo, se vir, virá pelas aplicações IoT e da Indústria 4.0. Como eu conecto um carro? Pegue isso como exemplo. Claramente, você tem os manufatureiros do carro. Você tem o mapa dos produtores e todas essas coisas, os OEMs (Original Equipament Manufacturer), os distribuidores de serviço. Eles criarão muitas utilidades, irão reter a informação em ampla escala. Se eu quero fazer veículos autônomos, preciso de baixa latência. Para ter esse momento ‘eureka’, será muito importante que os operadores colaborem com diferentes atores verticais, sejam eles automotivos, robóticos, logísticos ou de serviços financeiros”.

Tanto Nattermann quanto Grijpink e London acreditam que os operadores precisam começar a pensar em formas de evitar erros do passado, quando as indústrias ficavam com a maior parcela do valor criado pelo produto. “Nós sabemos que haverá muito valor criado por meio do 5G. Não sabemos exatamente o quê ainda, mas coisas serão criadas”, aponta London. Para o diretor de comunicações, a parceria é o que moverá o mercado e fará a melhor distribuição dos valores.

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Quem paga?

London entende o custo para a construção de uma nova rede é elevada. O 4G está esgotando em capacidade. Para o 5G, serão necessárias torres mais densas para fazer tudo funcionar. Mas quanto irá custar de fato? E quem irá entrar com o dinheiro?

“O verdadeiro desafio é o que eu chamaria de custo de engenharia civil para cada uma das novas células-sítio”, ressalta Nattermann. Mesmo sendo uma torre menor, existe o custo do espaço, do planejamento, da fibra etc. O principal intuito é ligar essa rede menor à rede central, e os que possuírem uma verdadeira rede de fibra terá uma vantagem muito maior do que seus concorrentes.

Diante desse cenário de competitividade, as empresas estão começando a pensar em compartilhar suas redes.”É claramente um custo, mas é também uma partilha”, diz Nattermann sobre as mudanças estruturais da indústria com a implementação do 5G. “‘Eu preciso de acesso a um número maior de sítios. Você tem alguns sítios. Eu tenho alguns sítios. Se nós os combinarmos, isso irá nos levar a uma longa estrada'”.

Ainda assim, esse “modelo de utilidade”, como London a descreve, não é bom para a economia, já que existem boas razões para a existência da competição. “Eu acho que viver com uma rede é improdutivo frente à inovação e à velocidade com que as coisas se desenvolvem”, salienta Grijpink.

5G nas mãos de quem?

Segundo Grijpink e Nattermann, existe um risco da Europa ficar para trás quando o assunto é o setor telecomunicativo. “Se você olhar a densidade da rede, se você olhar a velocidade com que o 5G corre, é possível dizer que certos mercados da Ásia, por exemplo, talvez até dos Estados Unidos, estão a par, se não na frente da Europa”, afirma Nattermann.

Grijpink ressalta que a escassez da indústria não é um apenas um fenômeno europeu. Mercados como a Indonésia possuem uma estrutura bastante similar, bem competitiva. “E a pergunta que fica é: se todos os jogadores estão vivenciando perdas no momento, será possível gerar dinheiro suficiente para continuar inovando e construindo novas estruturas?”.

“Nós precisamos começar a pensar sobre como que podemos permitir maior consolidação dentro do mercado, já que claramente podemos ver que o número de jogadores possui uma correlação inversa à lucratividade”, complementa Nattermann.

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