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A conflituosa relação de alguns países com as criptomoedas

Leandro França de Mello - 12/10/2019 - 15:00
Alguns países seguem assumindo posições antagônicas sobre as criptomoedas, enquanto outros seguem neutros. Esperando o cenário ficar mais claro (Imagem: Pixabay)

A Arábia Saudita proibiu o Bitcoin por razões religiosas, dizendo que é incompatível com a lei muçulmana. A Islândia proibiu o Bitcoin para se proteger contra muito dinheiro saindo pelas fronteiras. O governo boliviano a proibiu com a simples lógica de que não a controla.

O Equador está em guerra com criptomoedas populares desde 2014 ou mais. O banco central do país emitiu uma declaração condenatória contra o Bitcoin, dizendo que o BTC “não tem backup, porque apoia seu valor na especulação. As transações financeiras realizadas através do Bitcoin não são controladas, supervisionadas ou regulamentadas por nenhuma entidade no Equador, e é por isso que seu uso representa um risco financeiro para aqueles que o usam. ”As potências equatorianas querem que as pessoas sigam os sistemas financeiros regulados.

Certamente, é importante mencionar que o Equador emitiu sua própria criptomoeda nacional em 2015 como um sistema compatível que está vinculado à moeda local e adiciona conveniência às transações diárias. Parece que o governo não temia novas tecnologias, apenas queria que seus cidadãos usassem sua própria versão estatal de uma criptomoeda.

Muitos países que proíbem essa tecnologia têm um histórico de não deixar sua própria moeda ser negociada no mercado livre. Eles estabelecem as taxas de câmbio não por meio da economia, mas simplesmente dizendo: “Ok, a taxa de câmbio agora é X.” Mas é difícil para as pessoas confiarem em uma moeda manipulada, então começam a procurar outras opções. Como esses governos se sentem ameaçados, a única ação possível é criminalizá-las e restringir seu uso.

A China é outro exemplo disso, o uso das criptomoedas é considerado ilegal em solo chinês, mesmo tendo o maior contingente de investidores, o maior volume de negociações, controlar a fabricação dos equipamentos e pools de mineração do mundo. O que está claro é que o Banco Central chinês pretende lançar sua própria criptomoeda. Leia mais aqui.

Há também o caso da Índia que vive uma relação paradoxal com as criptomoedas. Pois impede as operações bancárias dificultando a vida das bolsas de criptoativos locais, mas não bane seu uso. Leia mais aqui. Com informações do Cryptowatch.

O Brasil segue neutro e esperando o cenário se consolidar. Na Câmara há um Projeto de Lei 2303/15, do Deputado Áureo Ribeiro (SD-RJ) que visa regular e aplicar mecanismos que possam permitir o mercado crescer e se diferenciar dos esquemas de pirâmides. Algo ainda muito associado com as criptomoedas no Brasil. Leia mais aqui.

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Última atualização por Leandro França de Mello - 10/10/2019 - 22:46