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A ação que pode subir 50% em 2026 e ainda distribuir dividendos elevados, segundo o Bradesco BBI

04 mar 2026, 13:09 - atualizado em 04 mar 2026, 13:09
ações - construção civil - dividendos
A ação que pode subir 50% em 2026 e ainda distribuir dividendos elevados, segundo o Bradesco BBI (Imagem: Getty Images/ leungchopan/ montagem Money Times)

O Bradesco BBI manteve a recomendação outperform (equivalente à compra) para os papéis da Moura Dubeux (MDNE3) e elevou o preço-alvo das ações para R$ 47, contra R$ 40 anteriormente, para o final de 2026.

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O novo valor representa um potencial (upside) de aproximadamente 50% frente à cotação atual, de R$ 31,73.

Por volta das 12h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4), a construtora subia 3% na bolsa de valores, acumulando alta de 38% no ano. Acompanhe o tempo real.



R$ 500 milhões “em caixa”

A atualização do Bradesco BBI ocorre após a Moura Dubeux levantar, no final de janeiro, quase R$ 500 milhões em uma oferta pública de ações (follow-on).

Em relatório, os analistas Bruno Mendonça, Pedro Lobato e Herman Lee destacam que o aumento de capital dobrou a liquidez dos papéis, com o volume médio diário de negociações subindo para R$ 40 milhões, ante R$ 10 milhões um ano antes, o que deve ampliar a visibilidade da empresa entre investidores nacionais e estrangeiros.

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Além disso, de acordo com o trio, os recursos serão usados para fortalecer o balanço, acelerar lançamentos da marca Única, que é voltada ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), e ainda distribuir dividendos maiores. 

Expansão no MCMV

No caso da Única, o BBI entende que a expansão da unidade focada na baixa renda deve se tornar um dos principais motores de crescimento da Moura Dubeux nos próximos anos.

Isso porque a construtora já possui aproximadamente R$ 2 bilhões em projetos (pipeline) e ainda conta com uma joint venture (parceria) com a Direcional (DIRR3) para desenvolver parte desses empreendimentos.

Os analistas projetam lançamentos de R$ 1,5 bilhão em 2027 no segmento, contra R$ 500 milhões em 2026 e R$ 350 milhões em 2025.

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Na visão da casa, a nova dedicação da incorporadora ao setor econômico é considerada benéfica, ao passo que o modelo tradicional da companhia no médio e alto padrão continua apresentando demanda sólida.

A projeção do banco é que a Moura Dubeux alcance cerca de R$ 5 bilhões em lançamentos totais anuais a partir de 2027.

Já a estimativa de lucro líquido é de cerca de R$ 605 milhões para este ano e R$ 648 milhões para o que vem.

Riscos

Ainda segundo o BBI, entre os riscos apontados para o crescimento da empresa estão a oscilação na demanda por condomínios e custos de construção, além da escassez de mão de obra qualificada.

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“O principal risco para o caso de investimento se relaciona atualmente com a expansão da companhia no MCMV, dado que não é simples para uma construtora de médio e alto padrão aumentar significativamente sua participação nesse segmento”, escreveram os analistas.

“Apesar disso, vimos a Moura Dubeux como análoga à Cyrela em São Paulo e no Rio de Janeiro, ambas dominantes no setor de rendimento médio e alto em seus mercados principais, o que proporciona vantagens competitivas, especialmente na aquisição de terrenos e na força de vendas”, continuaram.

Moura Dubeux: Dividendos à vista

O relatório também destaca a expectativa de aumento na distribuição de rendimentos pela companhia, com um dividend yield esperado de 6% a 7% para este ano.

Já para 2027, a estimativa é de que os proventos se mantenham ou até aumentem levemente, acompanhando a alta do lucro líquido.

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O BBI ressalta ainda que a Moura Dubeux negocia atualmente a múltiplos abaixo da média de seus pares, com P/L de 5,3 vezes. 

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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