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Híbrido flex é o carro da transição energética, diz Ricardo Mussa, ex-CEO da Raízen (RAIZ4)

05 abr 2025, 9:00 - atualizado em 04 abr 2025, 17:14
Carros raízen transição energética etanol
(iStock.com/Mr Vito)

O setor de transportes responde por cerca de 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, com isso, a descarbonização dos carros é fundamental para redução de emissões.

Em conversa com o Money Times, o ex-CEO da Raízen (RAIZ4), Ricardo Mussa, atual chair da SB COP30 (Sustainable Business COP30), iniciativa do setor produtivo liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), acredita que o carro elétrico ainda faz parte do futuro, mas cita alguns obstáculos.

“A grande desvantagem do carro elétrico ainda é a bateria, isso para o custo, peso e descarte da bateria. A vantagem hoje é que a bateria já existe, então é fácil de implementar. O projeto de transformar o etanol em hidrogênio, e, por consequência, ter o hidrogênio e eletricidade, é algo que eu gosto muito”. O ex-CEO da Raízen comenta que já existem estudos na Universidade de São Paulo (USP) para transformar o etanol em eletricidade através da conversão do etanol em hidrogênio.

Segundo Mussa, a essência do projeto é ter o etanol funcionando com a bateria junto de um motor elétrico.

 “Você une o melhor dos dois mundos, porque a vantagem do motor elétrico é a eficiência, torque e manutenção. É tudo melhor. A desvantagem do motor elétrico é que ele necessita de uma bateria. Quando você troca essa bateria pelo etanol, a mesma quantidade de energia que existe em 600 quilos de bateria de um Tesla é o que você tem em 27 quilos de etanol. O etanol é uma bateria líquida renovável com uma densidade energética enorme, a dificuldade é transformar esse etanol em eletricidade”, diz. 

Sobre a conversão de etanol em hidrogênio, Mussa comenta: Esse é um processo que ainda necessita de evolução tecnológica. Por esse motivo, o carro híbrido flex é o carro da transição energética porque ele ajuda a ter parte do benefício do motor elétrico, ainda tendo um pequeno motor a combustão e o etanol lá dentro. Passada a transição, você teria o etanol sendo convertido em eletricidade dentro do carro. Continuo acreditando que o futuro passa pelos híbridos e termina num carro elétrico”.

Mussa reforça que é necessário tempo para o desenvolvimento dessa tecnologia e que no futuro a bateria ainda vai evoluir muito, com tamanho menores e diferentes metais. “É isso, ou a gente prova que o etanol é uma grande bateria e o processo de reforma se mostra um processo competitivo e economicamente viável”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024, ficou entre os 80 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
pasquale.salvo@moneytimes.com.br
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