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7 em cada 10 brasileiros não conseguiram poupar dinheiro em agosto, revela CNDL/SPC Brasil

26/09/2019 - 16:14
Em agosto passado, apenas 22% dos entrevistados foram capazes de poupar ao menos parte do salário, sendo que cada poupador guardou em média, R$ 546,61 (Imagem: Pixabay)

A crise econômica e o alto índice de desemprego continuam impactando o orçamento de muitos brasileiros. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 67% dos consumidores não conseguiram poupar nenhuma parte dos rendimentos em agosto.

O número é pior entre as classes C, D e E (71%). No caso das pessoas de maior poder aquisitivo (classes A e B), o percentual de não-poupadores é de 54%. O dado revela que o hábito de poupar não é frequente mesmo entre os mais ricos.

Em agosto passado, apenas 22% dos entrevistados foram capazes de poupar ao menos parte do salário, sendo que cada poupador guardou, em média, R$ 546,61. O baixo número de poupadores tem se mantido estável ao longo da série histórica, sendo que em agosto de 2018 girava em torno de 16%.

Entre aqueles que não pouparam nenhum centavo, 40% justificam possuir uma renda muito baixa, o que inviabiliza ter sobras no fim do mês. Outros 18% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro, 15% fizeram gastos extras atípicos e 13% reconhecem ter perdido o controle sobre os próprios gastos.

“A crise econômica tem seu papel no resultado da baixa poupança. Com desemprego presente em muitos lares, o orçamento familiar tornou-se mais apertado e, em alguns casos, insuficiente até para honrar compromissos já assumidos. No entanto, não se pode ignorar que muitos consumidores não dão a devida importância para a formação de uma reserva financeira. O ideal não é poupar somente o que sobra no fim do mês, mas sempre reservar uma quantia fixa, encarando o valor destinado para a reserva como mais um compromisso mensal”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Investimento preferido entre brasileiros

A pesquisa revelou ainda que a caderneta de poupança continua sendo o investimento preferido do brasileiro, citada por 66% dos entrevistados.

Também chama a atenção o fato de que 21% deixam a quantia parada na conta corrente e 18% guardam dinheiro em casa. Outras modalidades mais sofisticadas, como o tesouro direto e CDBs, foram citados por 11% e 9%, respectivamente.

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“A preferência majoritária pela poupança, que tem baixo rendimento, ou por guardar dinheiro na própria casa, por exemplo, demonstra que mesmo entre aqueles que guardam dinheiro, há falta de conhecimento e interesse em buscar aplicações mais rentáveis e adequadas para cada tipo de objetivo financeiro”, explica a economista Marcela Kawauti.

De acordo com a pesquisa, entre aqueles que optam pela poupança e guardar dinheiro em casa ou na conta corrente, 33% garantem que o fazem pela facilidade de sacar o dinheiro a qualquer momento.

Já 21% alegam não ter dinheiro suficiente para investir em outras modalidades e 19% citam a questão do hábito no uso das opções mais tradicionais. Além desses, 16% têm medo de perder o valor aplicado e 11% alegam não ter conhecimento suficiente para investir.

“A carteira de investimentos do poupador brasileiro é bastante conservadora. Para compensar a perda de rentabilidade de modalidades atreladas à taxa Selic ou à taxa DI, que têm rendido pouco atualmente com os juros em patamar baixo, o poupador que quiser obter mais ganhos terá de diversificar suas aplicações. Isso depende de uma análise criteriosa que leva em conta o apetite ao risco do investidor e também do objetivo daquela aplicação”, afirma a economista Marcela Kawauti

Metodologia

O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte; Porto Alegre; Curitiba; Recife; Salvador; Fortaleza; Brasília; Goiânia; Manaus; e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais.

A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Última atualização por Bruno Andrade - 26/09/2019 - 19:01

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